Exercendo seu primeiro mandato de vereador, Jorge Ferreira enfrenta, pela segunda vez, uma Comissão Sindicante
Exercendo seu primeiro mandato de vereador (legislatura 2009-2012), Jorge Ferreira enfrenta, pela segunda vez, uma Comissão Sindicante instaurada pela Comissão de Ética da Câmara. Logo que assumiu, ele foi acusado de improbidade administrativa - porque teria obrigado assessores a devolverem parte dos salários – e assédio sexual contra duas funcionárias da Casa, uma delas lotada em seu gabinete.
À época a CMU aprovou a instalação de uma comissão processante para investigar o caso, cujo relator, José Severino Rosa, concluiu pela cassação do colega. Levado a plenário, o documento não foi acatado pelos vereadores, que entenderam não haver provas conclusivas contra ele que justificassem a perda do mandato. Em que pese a denúncia contra assédio não ter prosperado, Jorge responde na Justiça por improbidade administrativa.
Ele foi denunciado pelo Ministério Público e condenado, em primeira instância, pelo juiz da 5ª Vara Cível de Uberaba, Timóteo Yagura. A ação de improbidade administrativa contra o vereador encontra-se desde março nas mãos do desembargador Edgard Penna Amorim, do TJMG, para revisão. Concluído o trabalho, ele deverá convocar o julgamento pela 8ª Câmara Cível. Nos autos do processo consta o relato dos ex-assessores que confirmaram ter repassado parte dos vencimentos a Jorge Ferreira. Jairo Caetano disse ter repassado por duas vezes R$910, enquanto Patrícia Monfre foi contratada para receber R$2.200, mas descobriu que seu holerite era de R$ 4 mil, ficando a diferença com o vereador.