Bióloga do Centro de Controle de Zoonoses diz que para eliminar o molusco é preciso colocá-lo em um saco com cal virgem e posteriormente amassá-lo antes de ser jogado fora
A chegada do período chuvoso traz tranquilidade quanto ao abastecimento de água na cidade e chega até a amenizar o calor. Porém, com a umidade mais alta, a população começa a perceber o aparecimento dos Achatina fulica, conhecido também como caramujo africano. De acordo com a bióloga do Centro de Controle de Zoonoses, Vilma Rezende Cunha, o período é propício à infestação dos moluscos. “Todos aqueles caramujos que ficaram bem acomodados no período das estiagens retornam. As plantas estão mais verdes, mais suculentas, a umidade bem mais alta e, claro, a chuva, oferecem todas as condições para que eles se proliferem”, explicou.
Segundo a bióloga, os animais aparecem em todos os lugares. Por isso, o Departamento de Zoonoses não consegue realizar trabalho preventivo. “A vigilância precisa ser intensificada para a tentativa de erradicá-lo. Como é preconizado pelo Ministério da Saúde, nós podemos fazer a catação dos caramujos, sempre protegendo as mãos, porque o animal tem um muco que ele libera para ajudar no seu deslocamento”, afirma a especialista.
Vilma alerta sobre os cuidados que a população deve ter na hora de pegar no animal. “A pessoa deve proteger as mãos e colocar o caramujo em um recipiente. Pode colocar cal virgem no fundo de um saco, por exemplo, e ir jogando. O caramujo vai desidratar e morrer. Porém, antes de jogá-lo fora, é preciso ter certeza de que ele esteja morto para realizar um descarte seguro. Por isto, pode pegar um objeto e amassar, jogando mais cal por cima. Depois, a pessoa pode descartar na coleta seletiva do lixo, que é habitual na cidade”, finaliza.