Segundo a diretora da instituição, Maria Rita Carniel, já é possível perceber uma redução de pacientes em torno de 10% neste período
Movimento de pacientes no Hospital da Criança cai no período de férias. Segundo a diretora da instituição, Maria Rita Carniel, já é possível perceber uma redução de pacientes neste período, a queda chega a ser de 10% em julho, em relação aos meses anteriores. A previsão de atendimento para este mês é cerca de 3.600 crianças, sendo que em junho foram 4.031.
Com o clima seco, falta de profissionais e o número maior de crianças no hospital, o tempo de espera aumentou significativamente nos últimos meses, fazendo com que a fila de espera passasse a ser de horas. Em alguns dias, os médicos do Hospital da Criança chegavam a atender cerca de 10 crianças por hora. Entretanto, durante as férias é possível perceber redução no movimento, mas nada que desafogue o trabalho dos pediatras. “A tendência é que diminua sim, durante este período, mas uma leve redução de 10% a 15% em relação aos meses anteriores”, afirma.
Ainda segundo Maria Rita, isso acontece, pois com o recesso das aulas, o contato entre as crianças diminui bastante, e, além disso, não estão todos juntos em uma sala fechada e quente, que propicia a circulação de vírus e proliferação de forma mais rápida. “Diante desta situação, as crianças não ficam doentes com frequência. Mas, na verdade, não é um fator que causa uma redução significativa, ao ponto de tranquilizar a situação no hospital”, afirma Maria Rita.
Quanto ao tempo frio, a diretora do hospital diz que não é este o fator que influencia na redução do movimento de pacientes. “Apenas cai o número de crianças no hospital durante o período da manhã, pois aquela que teve problemas durante a madrugada apresenta uma melhora pela manhã e no período da tarde a situação pode piorar, aí a mãe procura o hospital. Por isso, o movimento costuma ser maior durante a tarde e noite”, explica.
Além disso, o movimento de crianças no hospital deve aumentar novamente no mês de agosto, com o retorno das aulas e também por ser um período em que normalmente o ar está mais seco. “Teremos tumulto novamente e filas de espera enormes”, explica Maria Rita, lembrando que o hospital aguarda um posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde, sobre a sugestão de delimitar o número de atendimento.