Desativado desde outubro do ano passado, o Centro de Excelência passou por uma reforma e ontem (6) voltou a produzir pão e suco de soja
Fernanda Borges
Momento em que o presidente da Feti, Lourival Santos, com secretários e o prefeito descerraram a placa de reinauguração da Cepa
Prefeitura reativa o Centro de Excelência de Produção de Alimentos (Cepa) e gestão, agora, fica por conta da Feti. Desativado desde outubro do ano passado, o Centro de Excelência passou por uma reforma e ontem (6) voltou a produzir pão e suco de soja, que serão fornecidos aos servidores municipais. Entretanto, o local não será apenas uma padaria da prefeitura, servirá também para qualificação de profissionais no curso de panificação.
A retomada do serviço é uma ação que está sendo desenvolvida através de uma parceria. Além da Feti, as secretarias de Educação, Agricultura e Administração também estão envolvidas.
Durante a solenidade, o secretário de Agricultura, Danilo Siqueira, garantiu que vai articular parcerias junto aos produtores e à Epamig, para o fornecimento de soja e trigo, no intuito de diminuir os custos. A secretária de Educação, Silvana Elias, ressaltou a importância de levar o alimento ao servidor, e fez apelo para que os professores também possam receber os pães e o suco, visto que não podem se alimentar com a merenda fornecida aos alunos. Já o secretário de Administração, Carlos Bracarense, ressalta a excelência da unidade, que passa a contar com uma equipe bem estruturada, como nutricionista.
Entretanto, o objetivo do Cepa, além de oferecer alimentos saudáveis ao servidor, também é de qualificação. De acordo com o presidente da Feti, Lourival dos Santos, a principal mudança na gestão do centro é justamente a possibilidade de capacitar e formar mão de obra. “Vamos também ampliar a distribuição entregando pães e sucos à comunidade mais carente e vamos atender à demanda da Educação de levar o alimento aos professores”, explica Lourival, ressaltando que o repasse já foi autorizado pelo prefeito Paulo Piau.
Por fim, o prefeito comemorou a reativação, mas confessou que chegou a questionar a necessidade de a prefeitura ter uma padaria. Portanto, solicitou estudos que o convenceram sobre a necessidade de ter o Cepa, principalmente por conta dos custos, pois para produzir o pão gasta-se apenas R$ 0,24, enquanto que nas padarias convencionais o preço cobrado é de R$ 0,40.