Para a aquisição, a secretaria busca recursos junto aos governos estadual e federal, diante da recusa de repasse de vacinas por parte da Superintendência Regional de Saúde
Sem liberação de vacinas da Superintendência Regional de Saúde, a Prefeitura vai tentar comprar doses em laboratórios particulares para imunizar mais pessoas contra a gripe. No entanto, a medida dependerá da liberação de recursos financeiros do governo estadual ou federal.
Esta semana, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou vacinação especial para pacientes portadores de doenças crônicas, mas o estoque não foi suficiente para atender à demanda e a situação gerou protestos nas unidades de saúde.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan (sem partido), a situação de emergência foi decretada preventivamente para facilitar a compra de insumos para enfrentar a doença, inclusive vacinas. A decisão já foi comunicada ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), sendo também solicitado apoio financeiro nas duas instâncias. “Há fornecedores do exterior que têm a vacina e vamos tentar comprar de qualquer jeito”, pondera.
Fahim informa que os recursos podem subsidiar também a compra de aparelhos para a implantação de ala de isolamento na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) São Benedito para pacientes com suspeita de H1N1.
A Superintendência Regional de Saúde, que representa a SES/MG em Uberaba, já se posicionou oficialmente e negou o repasse de mais doses ao município. O órgão tem aproximadamente 3.000 doses em estoque, mas afirma que se trata de reserva técnica para atender aos outros 26 municípios da macrorregião.
Além disso, o superintendente Iraci Neto reforçou que Uberaba já conseguiu 6.600 doses a mais do que a quantidade disponibilizada para a campanha de vacinação, totalizando 68.800 doses para imunizar os grupos prioritários. Ele também argumenta que os relatórios apontam apenas 60.960 vacinas aplicadas até o dia 18 de junho.
Quanto aos recursos para a ala de isolamento, o superintendente declarou também por meio de ofício que não há justificativa e nem necessidade para implantação do serviço na UPA.