Pane na CTBC atingiu serviços de segurança pública. Por mais de uma hora, na tarde de ontem, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ficaram incomunicáveis. A situação preocupa os gestores das respectivas corporações, haja vista que durante este período a população ficou vulnerável.
A interrupção dos serviços de telecomunicação da CTBC é grave. Atualmente, os números de urgência e emergência dos bombeiros (193), da Polícia Militar (190) e do Samu (192) têm como operadora a CTBC, portanto, durante o período em que houve a pane não foi possível manter contato com tais órgãos de segurança. Fatos como acidentes poderiam ter acontecido e as vítimas ficariam impossibilitadas de ser atendidas.
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, major André Humia Casarim, assim que tomou conhecimento do fato, tentou buscar alternativas para que a corporação não permanecesse incomunicável. “Com certeza, a interrupção dos serviços da CTBC nos preocupa."
Na Polícia Militar, todas as atividades ficaram paradas. Além do serviço de telefonia, a corporação teve de suspender as atividades quanto à confecção de boletins de ocorrência. De acordo com o coronel Ademir Ribeiro de Moura, assim que houve o corte, tentou entrar em contato com a CTBC, mas não foi possível. “Toda a nossa atividade ficou prejudicada, as ações da polícia não são mais desenvolvidas sem tecnologia, precisamos de internet, as viaturas precisam usar GPS e telefones de emergência”, diz.
O coronel explica ainda que as atividades da polícia são divididas em área de prevenção e repressão. Portanto, atividades como comparecer ao local da ocorrência, prender pessoas em flagrante e prestar socorro público ficam comprometidas. “Isso nos preocupa, pois compromete todo o nosso serviço; durante este período a população ficou vulnerável”, afirma.
No Samu, o mesmo fato se repetiu. Sem o telefone funcionando, não foi possível atender nenhuma ocorrência durante este tempo. A equipe de reportagem do Jornal da Manhã tentou conversar com o secretário Fahim Sawan, para dimensionar o significado da interrupção na Saúde, mas não foi possível. (GS)