CIDADE

Polícia Federal vai atuar com rigor no 2º turno

Delegado esclarece que a PF estará atuante nas cidades onde for acontecer o 2º turno das eleições, caso de Uberaba

Carlos Paiva
carlospaiva@globo.com
Publicado em 28/10/2012 às 15:36Atualizado em 19/12/2022 às 16:33
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Valendo-se do mandamento constitucional pela ordem política e social no país, o delegado-chefe da Polícia Federal (PF) em Uberaba, Carlos Henrique Cotta D'Ângelo, esclarece que a PF estará atuante nas cidades onde for acontecer o 2º turno das eleições, como é o caso de Uberaba.

O órgão terá a cooperação da Polícia Civil, devido ao seu efetivo reduzido. “Sempre que não houver unidade da Polícia Federal na região, a Polícia Civil fará os procedimentos de natureza eleitoral. Somos responsáveis por 28 municípios na nossa circunscrição e os crimes eleitorais de Uberaba estão sendo tratados na própria cidade. Nos outros municípios, a Polícia Civil vem agindo e, sempre que necessário, estaremos dando apoio nos trabalhos”, disse.

Conforme o delegado-chefe, “Uberaba e região têm uma situação favorável em relação ao apoio das polícias Civil e Militar, sendo que seus representantes se reuniram e cada um reconheceu suas dificuldades, mas também o empenho de todos. No final, fica a sensação de uma cooperação entre os três órgãos para garantir a tranquilidade do pleito”.

A Polícia Federal tem um papel mais amplo do que aquele de polícia judiciária, com o qual a população está acostumada, exercendo, também, a função de polícia ostensiva da União e administrativa, pois é a PF que fiscaliza a entrada e saída de estrangeiros e passaportes no país. “Como polícia judiciária, temos a obrigação de fazer as investigações utilizando viaturas descaracterizadas e, como polícia ostensiva, o patrulhamento é feito com viaturas caracterizadas e pessoal uniformizado, para fazer abordagens onde existam denúncias de crimes eleitorais. É o duplo papel da Polícia Federal sendo usado em sua plenitude neste pleito eleitoral em Uberaba”, reforça.

Em relação aos crimes eleitorais, D'Ângelo disse que todos, principalmente os candidatos, são conhecedores dos crimes eleitorais. Contudo, alguns ainda insistem na prática de inscrições fraudulentas de eleitores, compra de votos, transporte irregular de eleitores, etc. “Tudo isso será coibido e exemplarmente combatido, sem a pretensão de favorecer ou desfavorecer nenhum candidato. É o Estado que está nesse combate. Muitos dirão que é uma tarefa confusa, porque o crime de corrupção eleitoral envolve o corruptor e o corrompido. O próprio eleitor se permite corromper ao vender seu voto. Nós atuamos para mudar esse quadro, o que é de interesse dos verdadeiros brasileiros e do Estado. Aqueles que não forem pegos e acharem que estão fazendo um grande negócio, na verdade estão afrontando a democracia e, cedo ou tarde, serão desmascarados. A Lei da Ficha Limpa está aí para isso”, ressalta.

Ainda de acordo com o delegado, não serão permitidas manifestações ostensivas, como grupos de pessoas nas proximidades das zonas eleitorais com roupas nas cores de partidos, o que pode caracterizar boca de urna. Isso será inibido pelas polícias Federal, Militar e Civil. Já o voto discreto, com adesivo ou broche do candidato na roupa, será permitido.

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