CIDADE

Políticas públicas para a juventude são debatidas em evento do Comad

O evento contou com discussões sobre crack, álcool e outras drogas, com o intuito de formular uma política específica para o público infanto-juvenil, a pedido da própria Promotoria

Geórgia Santos
Publicado em 12/06/2013 às 01:00Atualizado em 19/12/2022 às 12:31
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Conselho Municipal Antidrogas (Comad) promoveu ontem o 1º Encontro Municipal de Políticas Públicas no Território da Juventude. O evento contou com discussões sobre crack, álcool e outras drogas, com o intuito de formular uma política específica para o público infanto-juvenil, a pedido da própria Promotoria da Infância e da Juventude.

O evento foi realizado no anfiteatro da Prefeitura, com palestras e debates sobre o assunto. A palestra ministrada pelo professor Ailton Aragão focou sobre como organizar um atendimento voltado para adolescentes em abrigamento temporário e eficaz. E a partir desta situação foram levantados alguns temas, como o acolhimento institucional e triagem; atendimento multiprofissional; convivência educacional; critério de entrada e saída e pós-tratamento; convivência familiar; atividades de esporte e lazer; dificuldades de cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).

“Criar uma rede de atendimento interligada com equipe multiprofissional, visando ao atendimento integral dos usuários e seus familiares e efetivar parcerias entre as instituições”, este é o grande desafio apontado pelo subsecretário de Políticas Sobre Drogas de Minas Gerais, Cloves Benevides. Ele chamou a atenção dos presentes para o plano de enfrentamento de combate às drogas e frisou que a cada dia tem aumentado o número de crianças e adolescentes envolvidos com as drogas. “O que mais me preocupa é que a idade desses usuários, infelizmente, cada dia é menor”.

O promotor André Tuma, titular da Coordenadoria das Promotorias da Infância e Juventude da Comarca de Uberaba, destacou o trabalho realizado pelo Ministério Público em fazer valer os direitos estabelecidos pela lei. André Tuma pediu maior empenho para a legalização das instituições que trabalham com esse público. “Temos muita gente empenhada nesta questão, mas é necessário haver legalidade das instituições para fortalecer o atendimento junto aos usuários e seus familiares”, concluiu.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Ângela Dib, o evento foi muito proveitoso, pois foi debatido um tema que infelizmente está muito presente na sociedade e a PMU está muito preocupada com esse assunto, principalmente no que diz respeito à prevenção. “Temos hoje oito comunidades terapêuticas conveniadas à Prefeitura e estamos fazendo um trabalho intenso para atender a estas instituições”, explica.

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