CIDADE

População ainda contabiliza prejuízos da última enchente

Confiantes de que as obras já realizadas do projeto Água Viva iriam amenizar uma possível enchente, muitos não se preocuparam e deixaram veículos nas avenidas principais

Geórgia Santos
Publicado em 16/12/2012 às 13:54Atualizado em 19/12/2022 às 15:45
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Comerciantes e cidadãos ainda amargam prejuízos gerados com enchente da última quarta-feira (12). Confiantes de que as obras já realizadas do projeto Água Viva iriam amenizar uma possível enchente, muitos não se preocuparam e deixaram veículos nas avenidas principais e alguns comerciantes não se preveniram, sendo pegos de surpresa.

Segundo o Corpo de Bombeiros, vários veículos rodaram, capotaram ou se chocaram contra postes da rede elétrica. Caçambas de entulho foram arrastadas, além de várias árvores derrubadas. O saldo final é de 54 carros que foram arrastados pelas águas e pelo menos cinco árvores caídas em vários pontos da cidade, como nos bairros, Esplanada, Elza Amuí, Boa Vista e outros. As avenidas mais afetadas foram a Leopoldino de Oliveira, Doutor Fidelis Reis, Santos Dumont e Guilherme Ferreira.

E foi justamente na avenida Guilherme Ferreira, que estava o carro de Luiz Roberto Rodrigues da Cunha. “Quase tive perda total no veículo, o conserto não saiu barato. Por isso, penso que se todos estes motoristas que tiveram problemas com a chuva acionassem a Justiça, com certeza algo seria feito para solucionar de forma definitiva os transtornos das enchentes. No dia seguinte ao alagamento estava observando que a maioria dos bueiros estavam entupidos, e os próprios comerciantes e moradores das proximidades, me disseram que durante chuva de qualquer intensidade, a região em volta fica alagada. Isso mostra que não está tendo manutenção”, explicou Luiz, ressaltando que hoje ele foi a vítima, mas, amanhã pode ser outra pessoa. 

Luiz Roberto alegou que se os bueiros estivessem limpos a intensidade da enchente poderia ter sido menor. Ele entende que é preciso cobrar  posicionamento das autoridades que por sua vez, cobram caro da população através de impostos e tarifas. “Todos os bueiros estavam entupidos com terra até a superfície, e ainda poderia ser feita uma ação conjunta entre as pessoas que tiveram prejuízos, para cobrar indenização do município, acho que caberia sim processo, estou revoltado com essa situação. O prefeito disse que projeto Água Viva acabaria com a enchente, mas mesmo com a obra quase pronta, não percebemos melhora alguma. A situação continua a mesma e ainda com um agravante: não está sendo feita a limpeza dos bueiros”, afirmou Luiz Roberto.

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