CIDADE

População se irrita com obra parada no conjunto Beija-Flor

Obra foi iniciada no fim do governo passado e paralisada e, segundo a PMU, ela é fruto de parceria com a iniciativa privada

Geórgia Santos
Publicado em 04/06/2013 às 21:11Atualizado em 19/12/2022 às 12:40
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Moradores e comerciantes do bairro Beija-Flor cobram conclusão de obra de duplicação da avenida João Dallacqua. A reclamação é antiga e pede, ao menos, que a Prefeitura adote medidas no intuito reduzir o número de acidentes. As obras chegaram a ser iniciadas na administração anterior, mas estão paradas há meses. A Secretaria de Infraestrutura diz que um acerto com loteador da região foi firmado e que vai cobrar a continuidade do serviço.

De acordo com a comerciante Margaret de Sousa Nogueira, um pouco antes das eleições municipais, no ano passado, o então prefeito Anderson Adauto, acompanhado por alguns engenheiros, esteve no bairro para conversar e apresentar o projeto de duplicação da avenida. Uma obra que poderia tornar o trânsito local um pouco mais seguro. “Foram três reuniões, cada uma com um grupo de moradores e comerciantes. Um serviço que teria a duração de três meses, porém, mal começou e as atividades não prosperaram”, explica a comerciante, ressaltando que o então prefeito, durante as reuniões, garantiu que a obra seria concluída ainda em 2012.

A visita de Anderson aconteceu em meados do mês de agosto, a obra começou após as eleições, com o serviço de canalização, e parou por aí. “Todos nós ficamos esperançosos, assim que vimos o material para obra chegando, com a expectativa que de fato seria feita a duplicação, porém nada aconteceu, e a avenida está cada vez mais perigosa”, afirma Margaret. Ela ressalta a curva bastante acentuada que existe na via e dificulta a visibilidade dos motoristas, além disso, o formato da rotatória que existe próximo ao viaduto, por onde passa a BR-050, também é inadequado, sendo que vários tombamentos de caminhões já foram registrados.

Enquanto a obra não acontece, Margaret reivindica algumas medidas paliativas, como a instalação de equipamentos que obriguem o motorista a reduzir a velocidade. Ela conta que a demanda foi repassada à Prefeitura. A comunidade também buscou ajuda de vereadores, para que fosse instalada ao menos uma lombada, entretanto a solicitação não foi atendida.

De acordo com informações encaminhadas pela assessoria de imprensa da PMU, esta obra não tem recursos públicos. Ela é feita por meio de acerto firmado na gestão anterior entre o município e empresários de loteamentos da região para a que a duplicação fosse feita. O projeto é da iniciativa privada exclusivamente, sem contrapartida da Prefeitura.

Para verificar a situação e ver o andamento da obra, o secretário Roberto Indaiá agendou para ontem à noite uma reunião com o proprietário da construtora responsável, portanto, de acordo com a assessoria, ainda hoje deverá ter um posicionamento sobre o andamento da obra.

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