Nas últimas semanas o Brasil voltou a viver uma onda de greves e paralisações que atingiram diversos setores, chegando, até mesmo ao Judiciário, que, ao seu modo, realizou manifestações país afora. Ao mesmo tempo em que o mundo vive nova crise econômica, os trabalhadores brasileiros entram num processo de revisão salarial cuja principal arma para pressionar é a greve e a interrupção de serviços, o que pode gerar prejuízos ao setor privado e à própria população quando se trata de atividade pública. Os professores da rede estadual de ensino já ultrapassam os 100 dias de greve, movimento que foi considerado abusivo pela Justiça. Mesmo assim, ao invés de colocar fim à paralisação, a decisão judicial veio, de certo modo, “pôr fogo na fogueira” e ampliar o movimento.
Na semana passada, também os funcionários dos Correios cruzaram os braços, o que ainda pode causar sérios prejuízos à população, assim como o dos servidores do Codau, que ameaçam parar a partir desta semana, causando novamente problemas no abastecimento de água na cidade. Os bancários marcaram o início da greve para terça-feira. Até os médicos realizaram 24 horas de paralisação no atendimento a pacientes de Planos de Saúde. Todos defendendo o seu peixe, e a população, na maioria das vezes, pagando o pato.
O Jornal da Manhã traz neste material um apanhado de cada movimento e a análise jurídica, por um advogado respeito desta onda de greves que o país passou a viver nas últimas semanas.