Segundo um dos organizadores, Ricardo Dias Pinto Rodrigues, nenhuma agressão sexual pode ser justificada pelas roupas, pelo comportamento ou pelo estilo de vida da pessoa agredida. “Começamos em Uberaba porque descobrimos que no Centro de Referência à Mulher Vítima de Violência são atendidas cerca de 200 mulheres por mês, vítimas de violência doméstica. Ou seja, são seis mulheres que aparecem por dia com braço ou olho roxo. Fizemos um trabalho de base com a sociedade civil, convidando a população a participar. Pelo Facebook, mais de 600 pessoas já confirmaram, além dos 200 estudantes que participam do 33º Encontro Regional dos Estudantes de Serviço Social vindos de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Tocantins e restante do Triângulo Mineiro”, ressalta.
Ricardo Dias alerta que o interesse na organização da Marcha das Vadias é modificar a relação de violência e machismo na sociedade. “Não queremos mais mulheres agredidas. Não é interessante aumentar o aparelhamento do Estado para cuidar do número crescente de mulheres violentadas, e sim que não haja mais violência contra a mulher. Porque até isso estamos gastando muita energia com mediação de conflitos. O ideal é construir consciências para se viver em harmonia”, completa.