CIDADE

Por falta de médico, usuária não consegue ser atendida em UPA

Na madrugada de sábado, a vendedora Roselaine Abadia Santos Alvarenga Silva, com fortes dores de garganta e expelindo sangue quando tossia, procurou as duas UPAs

Geórgia Santos
Publicado em 12/11/2013 às 11:45Atualizado em 19/12/2022 às 10:16
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Fernanda Borges

Vendedora Roselaine Abadia ficou indignada com a falta de profissionais médicos na UPA Parque do Mirante

Usuária está indignada com a falta de médicos nas Unidades de Pronto-Atendimento. Na madrugada de sábado, a vendedora Roselaine Abadia Santos Alvarenga Silva, com fortes dores de garganta e expelindo sangue quando tossia, procurou as duas UPAs da cidade e ficou surpresa com péssimo atendimento prestado aos usuários. Em uma das unidades, segundo Roselaine, a atendente afirmou que não tinha médicos, por isso ela poderia voltar para casa, pois somente no sábado pela manhã ela seria atendida.

Para muitos usuários, pela disponibilidade para realização de exames, consultas e horário de atendimento, as UPAs são a melhor opção. Já no caso da Roselaine, procurar a unidade era a única forma de aliviar as dores que estava sentindo, pois era sexta-feira à noite e nenhuma Unidade Básica de Saúde estava funcionando. “Fiquei impressionada com o atendimento. Assim que cheguei à UPA do Parque do Mirante, a atendente disse que nem precisava esperar, pois não havia médico na unidade, somente seria atendida no sábado pela manhã, quando teria médico disponível, mas era impossível esperar pelo outro dia, estava sentindo muita dor e ainda expelindo sangue, fiquei preocupada”, explica.

Diante da situação, acompanhada do filho e do marido, a usuária foi para UPA do bairro São Benedito. Quando chegou, percebeu que poucas pessoas esperavam pelo atendimento, 13 pacientes estavam na fila. Entretanto, a quantidade de ambulâncias que chegaram com casos de urgência foi impressionante. Segundo ela, a todo momento um veículo chegava com paciente, quando não era o Samu, eram as viaturas da Polícia Militar. “Sei que a unidade é para casos urgentes e tem preferência, mas, pelo que pude perceber, na primeira impressão, ao olhar estas pessoas, é claro não sou médica, tratava-se de casos não tão urgentes assim, alguns estavam com pequeno corte no queixo e passaram na frente de todos que aguardavam pelo atendimento”, explica a vendedora. Ela ressalta que na UPA São Benedito havia apenas um médico atendendo casos ambulatoriais ou urgentes, e por isso saiu da unidade por volta de 5h.

Roselaine cobra a presença de médicos nestas unidades. Ela se lembra de um anúncio feito pelo secretário de Saúde, Fahim Sawan, de que 190 profissionais seriam designados para as UPAs. “Onde estão estes profissionais? Não percebi melhoras, será que estão realmente trabalhando, ou será que batem o ponto e vão embora para casa, ou até mesmo se divertindo em festas e bares, enquanto isso várias pessoas estão passando mal, esperando por atendimento?! Isso é um absurdo!”, desabafa.

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