Moradores do conjunto Alfredo Freire reclamam de terreno público localizado na rua Homero Nascimento, que está sendo utilizado como depósito de lixo e já foi tomado pelo mato, insetos e animais peçonhentos. Também é comum encontrar animais mortos no local. A Prefeitura, apesar de acionada, nada faz, afirmam os moradores.
Inconformada, a autônoma Francineide Santos, 47 anos, que mora há mais de 30 anos no bairro, pede providências urgentes. “Já participamos de reunião com o vereador do bairro, o João Gilberto Ripposati, e, apesar de ele ter prometido arrumar o terreno, não fez nada. Até fizeram uma passarela, mas ela foi tomada pelo mato e é impossível alguém caminhar. É um descaso total”, declarou.
Francineide disse entender que a nova administração não tem culpa pela situação atual do terreno. Mas, precisa assumir a responsabilidade e cuidar melhor do bairro. “Quantos prefeitos e vereadores já passaram e nada foi feito? Há anos que estamos sofrendo com isso”, questionou.
No entanto, a moradora reconheceu que grande parte do problema é causada pela própria população. “As pessoas insistem em desovar tudo aqui. Já encontramos ratos, cobras, escorpiões e é comum ver animal morto e todo tipo de lixo jogado pela população. Já questionei algumas pessoas e ouvi que se a área fosse bem cuidada, elas não jogariam lixo aqui. Mas, como já está tudo largado, não vai fazer diferença”, revelou.
Demonstrando estar por dentro do que acontece na cidade, a autônoma entende que, por fazer parte da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, o vereador Ripposati deveria olhar com mais atenção o caso do terreno, que é público. “Um vereador que diz defender o meio ambiente deixar a praça do bairro dele neste estado é uma vergonha”, finalizou.