Condições do imóvel que abrigava supermercado Bretas na avenida Leopoldino de Oliveira, continuam sendo alvo de reclamações da comunidade. Já foram várias reclamações
Condições do imóvel que abrigava supermercado Bretas na avenida Leopoldino de Oliveira, bairro Mercês, continuam sendo alvo de reclamações da comunidade. Já foram várias reclamações feitas ao Jornal da Manhã de pessoas que trabalham ou moram próximo ao supermercado quanto ao estado de abandono, por conta de andarilhos e usuários de drogas que ocupam a área de estacionamento e o seu interior. Desta vez a situação se agravou, alguns moradores de prédios no entorno flagraram casal praticando sexo no telhado do imóvel.
Apesar de ações do Departamento de Posturas, da Defesa Civil e da Secretaria de Desenvolvimento Social, praticamente nada mudou e a situação continua oferecendo riscos diante da condição de abandono do imóvel. Trata-se de espaço amplo e localizado na região central da cidade, onde a sujeira, tanto do lado de fora como na área interna, com a presença de andarilhos e usuários de drogas, está tomando conta. Segundo moradores que preferem manter a identidade preservada, o local poderia estar abrigando uma grande empresa, trazendo desenvolvimento ao município.
O Departamento de Posturas já realizou diversas notificações para que providências sejam tomadas. “Já enquadramos esse caso, conforme está previsto na legislação, com relação a imóveis e edificações que estão em estado de abandono. Portanto, o imóvel foi caracterizado como abandonado, com muita sujeira e usado de forma ilícita e, por isso, foi autuado. Depois desta ação, em um trabalho conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Social e Defesa Civil, foi possível amenizar por um tempo o problema com andarilhos, mas o que pude perceber nos últimos dias é que estão voltando, tendo acesso ao prédio, e quanto à sujeira, estamos sempre acompanhando”, explica o diretor do Departamento de Posturas, Renê Inácio Freitas.
Porém, mesmo que os fiscais apliquem as penalidades previstas em lei, a situação não foi resolvida e o local ainda repleto de sujeira. Neste sentido, de acordo com Renê, isso ainda está acontecendo provavelmente porque o imóvel não pertence de fato ao supermercado. No cadastro da Prefeitura constam outros nomes, por isto as multas são aplicadas a esta pessoa que possivelmente ainda não teve conhecimento da situação. Portanto, o que é possível ser feito pela Prefeitura no que tange ao Código de Posturas está sendo feito, mas, segundo o diretor, a população também pode ajudar com informações sobre a rotina de problemas que estão acontecendo no local, e partir daí ser possível buscar novos caminhos para aplicar uma medida definitiva.