Suspeita de irregularidades na gestão de medicamentos durante o governo Anderson Adauto pode ser novamente...
Suspeita de irregularidades na gestão de medicamentos durante o governo Anderson Adauto pode ser novamente alvo de investigação na Câmara Municipal. Após iniciar sindicância interna para apurar o desabastecimento das farmácias básicas e os problemas no controle do estoque, o prefeito Paulo Piau (PMDB) acredita que os vereadores devem abrir uma nova Comissão Especial de Inquérito (CEI) para avaliar a situação.
Segundo o chefe do Executivo, existem grandes evidências de que existia de fato uma “máfia na gestão de remédios”. Ele revela que o almoxarifado não cumpria o papel de controle de estoque, situação que poderia ser conveniente para abertura de novos processos de compra. “Talvez a queima fosse queima de arquivo”, revela.
Piau destaca que a sindicância aprofundará a apuração nesse sentido e acredita que, quando o recesso parlamentar terminar, os vereadores também poderiam se interessar numa investigação mais profunda por meio da CEI. “A gestão passada deu toda a condição para que isso acontecesse”, afirma.
Além disso, a sindicância aberta no dia 22 de janeiro deverá analisar as falhas na compra de medicamentos para detectar a falta de medicamentos, inclusive para atender às demandas judiciais. Conforme o prefeito, existem 537 processos judiciais para fornecimento de remédios e o não-cumprimento dos mandados já resulta em multa de R$1,4 milhão.
A sindicância está sob coordenação da Procuradoria Geral do Município. A expectativa é que a investigação interna seja concluída até o carnaval e os resultados serão remetidos para o Ministério Público, que também já iniciou procedimento voltado à apuração de irregularidades na gestão de medicamentos. (GB)