Vistoria da Secretaria de Meio Ambiente apontou que intervenções na rua Episcopal foram feitas por Bombeiros e concessionária de energia após danos causados por chuvas e ventos

Intervenções na rua Episcopal foram emergenciais, realizadas por Bombeiros e concessionária de energia, e não configuram infração ambiental, segundo a Semam. (Foto/Reprodução)
Após denúncia de moradores ao Jornal da Manhã sobre a legalidade de uma poda considerada drástica em árvores da rua Episcopal, no bairro Mercês, a Prefeitura de Uberaba informou que as intervenções foram emergenciais. Segundo o Executivo, os serviços foram realizados pelos Bombeiros e pela concessionária de energia elétrica, após danos causados por chuvas e ventos no fim de dezembro, não havendo irregularidade ambiental nem responsabilidade dos proprietários dos imóveis.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente (Semam), por meio do Departamento de Recursos Ambientais, a vistoria técnica realizada no local apontou que as quatro árvores mencionadas na denúncia apresentavam danos estruturais após o temporal registrado no dia 27 de dezembro. Em razão da situação, foram necessárias intervenções emergenciais para eliminar riscos imediatos à população e à rede elétrica.
A pasta informou que os serviços foram executados pelo Corpo de Bombeiros e pela concessionária Celminas, após a queda de galhos e comprometimento da fiação, o que, inclusive, provocou interrupção no fornecimento de energia na região. Por se tratar de uma ação emergencial, não houve necessidade de autorização prévia nem responsabilização dos proprietários dos imóveis onde as árvores estão localizadas.
A Semam ressaltou que podas severas realizadas fora dos critérios técnicos podem comprometer a estabilidade das árvores e representar risco à segurança pública. No entanto, em situações excepcionais, como as causadas por eventos climáticos extremos, a legislação permite a atuação direta de órgãos de emergência e concessionárias de serviços essenciais para evitar acidentes e restabelecer serviços interrompidos.
O caso passou a ser apurado após moradores procurarem o JM questionando a legalidade dos cortes e levantando suspeitas de irregularidade ambiental. Com a conclusão da vistoria, a Secretaria de Meio Ambiente esclareceu que, neste caso específico, as intervenções seguiram critérios técnicos e foram necessárias diante do cenário apresentado, não configurado, portanto, infração às normas de arborização urbana do município.