Em meio às discussões envolvendo a implantação do gasoduto até Uberaba, o presidente regional da Fiemg, Altamir Roso, diz estar confiante de que o duto será construído, assim como a Planta de Amônia. Desta forma, ele acredita que o mais viável no momento seria a implantação do gasoduto de distribuição para atender à demanda da cidade neste momento, pois a outra opção poderia adiar a construção da planta que depende do gás.
“Não tenho dúvida de que este investimento vem para Uberaba devido a diversos fatores, como a primeira visita oficial da presidente Dilma Rousseff, que tratou justamente sobre este assunto, quando ela assumiu o compromisso de que será construída aqui a fábrica da Petrobras. Além disso, esse investimento é estrategicamente importante para o Brasil, que hoje importa 50% de fertilizantes e 70% de toda a amônia consumida no país, portanto existe sim uma necessidade enorme para implantação da unidade em Uberaba, pois temos que suprir essa demanda se realmente queremos nos tornar o celeiro do mundo”, explica Altamir. Ele ressalta que a Fiemg está bastante envolvida nas articulações desses investimentos.
O presidente da Fiemg diz, ainda, que os debates em torno do assunto já estão na fase final e a sua opinião sobre o tema é de que é preciso viabilizar a planta de amônia em Uberaba e, para isso, implantar o gás de forma mais ágil. “Para viabilizar a nossa planta, a solução mais rápida e mais barata é o duto de distribuição. O de transporte seria um projeto maior e atenderia várias outras cidades, mas é mais caro e também demanda tempo maior. Porém, neste momento, temos de pensar em nós, em viabilizar a nossa planta, que será bem atendida, e, ainda, ter sobra de gás para outras empresas com o duto de distribuição”, afirma o presidente. Ele frisa que o duto de transporte poderia atrasar a operação da Planta de Amônia em Uberaba.