Além da estrutura do local em que é realizado o exame de rua, os candidatos também reclamam da pressão exercida pelos examinadores na hora da prova. Eles alegam que essa atitude deixa a pessoa ainda mais nervosa, dificultando a aprovação durante a avaliação.
Sobre esta reclamação, o delegado regional da Polícia Civil, Francisco Gouveia, explica que os examinadores seguem determinação do Detran e devem analisar o candidato inclusive no quesito emocional. “Os alunos precisam ser preparados não só para a parte técnica, como também emocional. Desta forma, a pessoa mostra que está apta para qualquer eventualidade que aconteça no trânsito, como acidentes”, afirma.
Outra reclamação é quanto à preferência por alguns candidatos. Eles afirmam que para uns a prova é mais fácil, enquanto que para outros são impostas diversas situações mais difíceis, justamente para provocar a reprovação. O delegado diz que nunca recebeu reclamações neste sentido e, caso seja feita alguma, os fatos serão apurados. “Normalmente, quando o candidato é reprovado, ele acredita que o colega que foi aprovado teve benefícios. Não conheço ninguém que assuma que não estava preparado”, explica.
Para se manter em funcionamento, as autoescolas precisam ter um índice de aprovação satisfatório, superior ou igual a 60%. Esse número é analisado pelo Detran na hora de renovar o alvará e atualmente todas as unidades da cidade possuem esse índice, pois, caso contrário, estariam impedidas de realizar os trabalhos. De forma generalizada, o índice de aprovação em Uberaba, segundo o delegado, é satisfatório, em média cerca de três mil candidatos realizam exames por mês, sendo legislação ou de rua, e grande parte destes é aprovada.