Pró-Saúde não falou sobre a liberação do pagamento, mas informa que a PMU e a Pró-Saúde estão em busca de solução jurídica e técnica
Procurada pelo Jornal da Manhã, a Pró-Saúde não respondeu sobre a liberação do pagamento, mas informa que neste momento, “a Prefeitura e a Pró-Saúde estão em tratativas para a busca de solução jurídica e técnica para complementar as despesas extras, bem como o reajuste contratual para recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do Contrato de Gestão”.
A entidade explica que os atendimentos estão acima da meta acordada e do dimensionamento da estrutura das UPAs. Isso tem feito as unidades assumirem serviços complementares, para suprir o déficit de atendimentos hospitalares, ocasionado pela demora na abertura do Hospital Regional.
“Essa alta demanda vem acarretando gastos excedentes para a Pró-Saúde do valor repassado pelo Município. Por isso, embora a Prefeitura esteja cumprindo o pagamento em dia, os recursos não são suficientes para a gestão das unidades de pronto atendimento”, revela a nota.
A entidade explica que os atrasos de pagamentos dos plantões médicos, de prestadores de serviços e terceiros, além de fornecedores de insumos, estão ocorrendo devido à falta de recursos complementares para o cumprimento das obrigações firmadas e extras. Porém, a Pró-Saúde reforça que o atendimento à população vem ocorrendo normalmente, sem falta de insumos, em geral.
Conforme divulgado pela entidade, em 2015, de janeiro a junho daquele ano, ou seja, nos primeiros seis meses de gestão da organização, as duas UPAs realizaram 127,6 mil atendimentos, o que representa uma média de 700 pacientes por dia, respeitando a meta de atender uma média de 350 diariamente em cada unidade. Porém, hoje, segundo a Pró-Saúde, cada UPA atende 11.500 pacientes por mês, o que representa média de 383 por dia, por unidade.