Para explicar o não-pagamento, o procurador, que está há 24 dias no cargo, lembrou que a atual administração...
Durante entrevista concedida ao programa Linha Aberta, da Rádio JM, o procurador-geral do Município, Paulo Leonardo Vilela, respondeu ao questionamento da ouvinte Maria Aparecida, do bairro Gameleiras, que é professora, sobre o pagamento do 14º salário à categoria, que ainda não foi quitado.
Para explicar o não-pagamento, o procurador, que está há 24 dias no cargo, lembrou que a atual administração recebeu a Prefeitura com dívidas de mais de R$70 milhões, sendo que só de telefonia os débitos ultrapassavam o montante de R$700 mil, já que as contas não eram pagas desde outubro. “Esta semana falamos sobre a questão do pagamento do 14º salário. O que tiver que ser cumprido pela lei, efetivamente será. Então, os professores podem ficar tranquilos, pois o que está dentro da regulamentação, dentro dos procedimentos da Prefeitura será cumprido pela atual administração”, disse o procurador, reforçando o que já havia afirmado a secretária de Educação do Município, Silvana Elias. Porém, ele não precisou uma data exata para que os pagamentos fossem feitos.
Por outro lado, Vilela ressaltou que os critérios para o pagamento do benefício precisam ser revistos. Atualmente, o 14º é pago aos professores que não faltam durante o ano letivo. “Dessa forma, como a própria ouvinte destacou, o professor não pode ter família, não pode guardar luto, não pode ficar doente. Alguns até preferem trabalhar doentes para não deixar de receber. E tem outro paradox e aquele professor que vai à escola, não falta nunca, mas não dá aula? Então, precisa realmente ser revisto”, concluiu.