Os produtores associados da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de MG (SIAMIG) reuniram-se na sexta-feira (4), no município de Campo Florido, com cerca de 100 representantes dos fornecedores de cana e das Prefeituras Municipais das regiões produtoras de cana, açúcar, etanol e bioeletricidade, a fim de discutir soluções para os vários desafios apresentados e pela retomada do crescimento. Com o lançamento do carro flex, em 2003, a indústria da cana de açúcar passou por uma revolução sem precedentes, diante da necessidade do aumento da produção para atender a demanda do combustível renovável, o etanol hidratado.
As empresas mineiras investiram na ampliação da planta industrial (passando de cerca de 15 milhões de toneladas de moagem de cana em 2003 para a previsão este ano de 57 milhões de toneladas, alta de quase 300%), agrícola e em novas tecnologias, como a colheita mecânica, mudanças que resultaram numa alteração sem precedentes do processo produtivo. Isso traz necessidades de adequações das legislações vigentes, a fim de acompanhar os novos procedimentos, suporte aos investimentos realizados e retomada das inversões.
Hoje o setor passa por dificuldades financeiras como fechamento de seis unidades em Minas Gerais e da falta de competitividade do etanol hidratado com a gasolina em muitos estados, necessitando de medidas para abertura de novos mercados ao combustível renovável. A reunião da cadeia produtiva serviu para maior explanação dos problemas e buscar caminhos junto ao governo estadual e órgãos federais para retomada do crescimento.