Em dia de paralisação da rede estadual de ensino, professores da Escola Estadual Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco realizaram manifestação na porta da Superintendência Regional de Ensino. Com 100% de adesão, os professores da escola, além das reivindicações de toda categoria, também pediram explicações sobre o fechamento de turmas e uma solução definitiva quanto aos problemas envolvendo o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).
“Realizamos um protesto para pedir uma solução para o problema envolvendo o Ipsemg, inclusive alguns colegas estão passando por dificuldade para atendimento nos hospitais; e ainda quanto ao fechamento de salas. Na nossa escola, em 2015, uma turma do segundo ano foi suprimida, causando transtorno a professores, alunos e pais. Não concordamos com essa situação, o governo não deveria fazer redução de custos a partir do fechamento de salas”, explica o professor Anízio Bragança Júnior.
Vale lembrar que esta não é a primeira vez que o fato acontece na escola Castelo Branco. Em outras situações, alunos fizeram manifestação com caminhada até a Superintendência contra este posicionamento. “E, pelo que ficamos sabendo, novas turmas serão encerradas, uma situação que não acontece em outras escolas. Se existe lei determinando o mínimo de alunos, deve valer para todas as instituições”, diz.
A superintendente regional de Ensino, Marilda Ribeiro, recebeu o grupo de manifestantes e ouviu as reivindicações. “Primeiro devo dizer que se houve o fechamento de turmas, isso aconteceu em gestão anterior. Contudo, eu disse aos professores que irei à escola me reunir com todos os funcionários para que apresentem as reivindicações, inclusive essa visita já estava agendada no meu cronograma. Provavelmente estarei na escola na semana que vem. Se a Superintendência puder resolver, as solicitações serão avaliadas com olhar criterioso”, explica Marilda, ressaltando que ainda está se inteirando das atividades, fazendo um diagnóstico.