Professores particulares reunidos em assembleia, quando deliberaram sobre a pauta de reivindicações da categoria
Professores da rede particular realizaram assembleia da categoria para elaboração da pauta de reivindicação de 2013. Mais de 100 professores participaram da assembleia, que será protocolada junto às instituições particulares de ensino do Triângulo Mineiro. No encontro foi aprovada também a entrada de mais uma ação de cumprimento por substituição processual na Justiça do Trabalho contra a Uniube.
De acordo com o diretor do Sinprominas, regional de Uberaba, Marcos Gennari, na pauta econômica a categoria quer 12% de reajuste salarial. E ainda os professores renovaram a convenção, conforme foi aprovado na ação de dissídio coletivo deste ano. A pauta será apresentada ao sindicato patronal no dia 1° de dezembro, quando já deverá ser realizada a negociação, com expectativa de que em fevereiro tudo já esteja resolvido.
Os professores reivindicam também o cumprimento de cláusula do benefício de bolsas de estudo a professores que atuam em outras escolas. “O está na pauta é a forma desrespeitosa com que a maior entidade do ensino superior privado de MG vem tratando os professores, uma vez que desde 2009, ao reduzir o adicional extraclasse, retirando 10% do salário de cada professor, tem se tornado prática na mesma a desvalorização do seu maior patrimôni o professor”, explica o sindicalista.
A ação que será interposta na Justiça do Trabalho em Uberaba solicitará o cumprimento da Convenção Coletiva de 2012 com base no resultado da ação de dissídio coletivo, julgado pelo TRT-MG favorável aos professores, e na súmula 277 do TST, que garante à categoria profissional a vigência do acordo realizado na última data-base. A petição solicita ainda o reconhecimento da cláusula 39 do acordo, que trata das bolsas de estudo aos dependentes de professores que trabalham em instituição diferente da que estão registrados, garantindo um desconto de até 40% do valor da mensalidade.
“Voltado à pauta reivindicatória de 2013, estamos reivindicando também o adicional extraclasse, que na lei nacional é chamado atividade extraclasse. Estamos solicitando o pagamento do adicional extraclasse de 33% aos professores do ensino superior e, ainda, isonomia no salário dos professores da educação básica, pois hoje existe uma diferenciação na hora/aula dos profissionais”, acrescenta Marcos.