Neto Talmeli
Luiz Cláudio Paranhos prepara para finalizar o seu mandato à frente da ABCZ, que realiza eleição nesta segunda-feira (1º)
Presidente da ABCZ, Luiz Cláudio Paranhos faz avaliação do período que permaneceu à frente da entidade. Entre os avanços apontados, Paranhos se lembra das ações desenvolvidas quanto ao melhoramento genético, quando foi registrado no período um incremento de 60% no número de participantes no Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ).
Luiz Cláudio deixa a presidência da entidade no dia 31 de agosto, sendo três anos no posto e, segundo ele, foram vários avanços. “Tivemos progresso no melhoramento genético, conseguimos promover um trabalho e capacitar a equipe, contratar novos profissionais da área e transformar o PMGZ em uma das grandes referências de avaliação genética. Além de ampliar o número de participantes, a qualidade e confiabilidade dos dados extraídos do programa o tornaram uma grande referência comercial do país”, explica o presidente. Outro avanço, segundo Paranhos, foi a simplificação dos processos de registro genealógico, medida em que foram possíveis conquistas através de negociações com o Ministério da Agricultura.
Quanto ao terceiro ponto assinalado pelo presidente, e este era um dos desafios do início da gestão, segundo ele, é de estar mais presente nos principais fóruns que debatem a pecuária nacional, ajudar a conduzir e defender iniciativas dentro dos governos estadual e federal, trazendo avanços para pecuária. “Portanto, nestes três anos, vamos deixar a ABCZ inserida nos principais fóruns. Hoje a entidade tem a cadeira de presidente na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, do Ministério da Agricultura, e a presidência da Comissão da Pecuária de Corte da CNA”, destaca.
Luiz Cláudio esteve na presidência da entidade em importantes e difíceis momentos da economia e da política brasileira, o que tornou o desafio de ser presidente ainda maior. “Estamos em um ano de recessão e, mesmo assim, nos três primeiros meses, a ABCZ cresceu 6%, um índice extraordinário, o que nos mostra que é uma nova cultura do produtor, de que nos momentos de crise é importante investir em produtividade”, finaliza.