Grupo de Intervenção Estratégica, atrelado ao programa Fica Vivo, esteve reunido ontem no Fórum Melo Viana. A reunião faz parte do calendário de eventos bimestrais do grupo, com a presença de representante da Secretaria de Estado de Defesa Social, de Belo Horizonte, e representantes do Poder Judiciário, polícias Militar e Civil e do Conselho Municipal de Segurança Pública, além da coordenação do Núcleo de Prevenção à Criminalidade, da Sedese.
A reunião, como o próprio nome do grupo diz, tem como objetivo tratar de assuntos e estratégicos a serem cumpridos na área da criminalidade. O conteúdo da reunião, segundo participantes, não é publicável, exatamente por ser estratégico. Estavam presentes o juiz Wagner Guerreiro; os delegados Heli Andrade, Luiz Antônio Blanco e Ludmila Perfeito; o tenente Carlos Eduardo, chefe do Gepar; o secretário do Conseg, Wellington Cardoso Ramos; a coordenadora do Núcleo de Prevenção à Criminalidade, Maria Beatriz Rodrigues da Cunha França, e um representante da Sedese, de BH.
Trabalho. O Núcleo de Prevenção à Criminalidade, resultado de parceria Estado/Prefeitura, faz o acompanhamento de perto de aproximadamente 200 egressos da Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira. O Núcleo oferece cursos profissionalizantes e faz reuniões em grupo, abrindo aos ex-presidiários as portas de uma vida nova, sem reincidência criminal.
Outros 200 jovens, em situação de risco, são atendidos pelo Núcleo e participam do Fica Vivo. Os adolescentes participam de oficinas que trabalham o esporte, o lazer e a cultura. O Núcleo desenvolve quatro programas voltados para a prevenção à criminalidade em convênio com o município. O Fica Vivo trabalha com a proteção social e visa à inclusão produtiva, inserindo o jovem na comunidade antes de acontecer o crime. O outro programa atua na mediação de conflitos, individual e comunitária, evitando que os casos cheguem à esfera judicial.
Funcionando em um segundo Núcleo estão os outros dois programas que atuam na prevenção secundária e terciária. A Central de Apoio a Penas e Medidas Alternativas (Ceapa) trabalha no sentido de não deixar que o beneficiário chegue à privação de sua liberdade. O quarto programa de Reintegração Social do Egresso do Sistema Prisional atua na prevenção terciária para que não haja reincidência da criminalidade por parte de seus usuários.