Em meio às comemorações da Semana do Orgulho Gay em Uberaba, Instituo Ápice foi às ruas para aferir o posicionamento na cidade em relação ao projeto da cura gay. A coleta de dados ocorreu de 29 de junho a 1º de julho, com amostra de 400 entrevistados.
De autoria do deputado João Campos (PSDB/GO), o projeto de decreto legislativo 234/2011 altera resolução do Conselho Federal de Psicologia. A proposta seria revogar o trecho que proíbe os profissionais da área colaborar com eventos que proponham o tratamento da homossexualidade ou mesmo se manifestem nesse sentido. A matéria foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, mas foi arquivada pouco tempo depois, após reações contrárias durante os protestos que se alastraram em todo o país.
O resultado da pesquisa mostra que ainda existe grande desconhecimento sobre o assunto, pois 35% das pessoas afirmaram não saber sobre a proposta e 14% disseram não ter opinião formada. Juntas, as duas respostas representam quase metade do total de entrevistados. Outros 44% se posicionaram contra e apenas 7% declararam ser a favor.
O levantamento também fez um recorte para analisar a posição dos entrevistados que afirmaram conhecer o projeto. Neste cenário, a maioria, 68%, rejeita a proposta. Apenas 10% são a favor. No entanto, 22% não têm opinião formada sobre o assunto.
O coordenador do Instituto Ápice, Luiz Cláudio Campos, observa que os números mostram que está consolidada aceitação das diversidades, pois no início do ano outro levantamento já apontava que a união entre pessoas do mesmo sexo era aprovada pela maioria dos uberabenses. “Os dados sinalizam a convivência tranquila com a nova realidade. É irreversível esse avanço. Mesmo que a discussão sobre o projeto seja retomada, os números levam a acreditar que a comunidade rechaçaria a tentativa”, pondera.