Com a dupla invasão na Central de Vacinas e outras ocorrências em unidades públicas, o prefeito anuncia elaboração de projeto
Fernanda Borges
Central de Vacinas foi invadida e teve as geladeiras desligadas, oferecendo riscos aos produtos lá armazenados
Prefeitura trabalha em projeto para reforçar segurança no município e aumentar efetivo da Guarda Municipal. A invasão na Central de Vacinas neste fim de semana levantou uma discussão sobre a presença dos agentes da Guarda Municipal fazendo a segurança em prédios públicos, visto que uma das atribuições da corporação é a proteção e vigilância dos bens, serviços e instalações públicas. Entretanto, a população e os próprios funcionários públicos cobram a presença dos agentes nestes locais.
As invasões nos prédios ligados à saúde vêm se repetindo nos últimos meses. No início do ano, o Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) foi invadido. A mesma situação se repetiu na Unidade de Pronto-Atendimento do Parque do Mirante, em que há poucos dias foi roubado um forno micro-ondas. Já no último fim de semana, por duas vezes, a Central de Vacinas, ao lado da UPA Abadia, também foi invadida e, segundo as ocorrências registradas pela Policia Militar, esta não foi a primeira vez que o fato aconteceu, sendo que no local mais de seis furtos foram registrados.
Diante desta situação, segundo o prefeito Paulo Piau, a Prefeitura não tem recursos orçamentários para substituir o papel da Polícia Militar de fazer a segurança pública, uma atribuição que pertence ao Estado. “Mas vamos montar um projeto de segurança para o município, em que estão previstos treinamento e ampliação do número de guardas municipais, temos que oferecer uma proteção maior aos bens públicos, estar mais presentes na porta das escolas e, é claro, cuidar mais do trânsito”, afirma.
Hoje, a Guarda Municipal conta com um contingente de 120 agentes e, segundo a legislação, um município com o tamanho e número populacional de Uberaba precisa ter no mínimo 300 agentes. “Contamos apenas com um terço do que é preconizado. “Temos contingente ainda pequeno e precisamos melhorar, mas tudo dependente de gastos, precisamos de dinheiro para pagar o salário de cada um”, afirma Piau.