CIDADE

Promotor insiste em sequestro de bens por irregularidade em obras de Cemea

Ministério Público contesta a defesa dada e pede o sequestro dos bens dos envolvidos, objetivando o retorno do valor de R$ 1,3 milhão aos cofres públicos

Publicado em 18/02/2012 às 08:41Atualizado em 17/12/2022 às 08:28
Compartilhar

Promotor de Defesa do Patrimônio Público, José Carlos Fernandes Júnior protocolou nova representação em que insiste para que a juíza titular da 3ª Vara Civil, Régia Ferreira de Lima, julgue o pedido de liminar de indisponibilidade de bens movida contra o prefeito Anderson Adauto, Valdir Dias e AMS Construções e Incorporações. O pedido está relacionado à Ação Civil Pública que apura ato de improbidade administrativa na contratação da empresa AMS para construção de Centro Municipal de Ensino Avançado, o Cemea Boa Vista. O Ministério Público contesta a defesa dada e pede o sequestro dos bens dos envolvidos, objetivando o retorno do valor de R$1,3 milhão aos cofres públicos.

O novo pedido foi feito após visto da magistrada que deixou para analisar o pedido de liminar após a apresentação de defesa pelos envolvidos, a qual o Ministério Público protesta, em especial, o trecho em que a Prefeitura sustenta que a ação, baseada na Lei 8.429/92, não se aplica a agentes políticos e que, no caso, Valdir Dias, então procurador-geral do Município, não poderia ser acusado de atos que não fossem ligados aos de seu exercício profissional. No entanto, Valdir Dias foi quem legitimou o aditivo contratual e o pagamento de lucros em altos valores.

Consta nos autos que o vereador Itamar Ribeiro de Rezende encaminhou representação à promotoria em 2009, denunciando possíveis irregularidades no aditivo contratual entre a Prefeitura Municipal e a empresa AMS Construções. No contrato inicial de 2006, o Centro ficaria pronto em nove meses e demandaria gastos de mais de R$3 milhões e 394 mil. No entanto, a obra foi paralisada pela Secretaria de Infraestrutura cerca de um mês depois do início das obras. Em março de 2007, a secretaria autorizou a retomada das obras e foi pedida a prorrogação do contrato por mais nove meses, porém a construtora solicitou reajuste do contrato em dezembro do mesmo ano, alegando desequilíbrio financeiro.

Duas procuradoras deram pareceres contrários ao reajuste, mas o então procurador-geral Valdir Dias encaminhou solicitação de reequilíbrio à Secretaria de Educação, que relatou a importância da obra, e deu parecer favorável à construtora. O aditivo, aprovado por Anderson Adauto, resultou em mais investimentos da ordem de quase R$1,3 milhão para a construção do Centro. Laudo técnico de Centro de Apoio Técnico do Ministério Público ainda confirmou ter havido superfaturamento nos valores pagos pelo município, com lucros pagos em duplicidade.

 

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por