Pronto-socorro do Hospital Escola registrou superlotação ontem. Segundo a diretora da unidade, essa é uma situação recorrente nos últimos meses. Todos os 22 leitos do PS estavam ocupados e 38 pacientes instalados de maneira inadequada nos corredores do hospital.
Segundo a diretora do pronto-socorro, Geiza Peres, os pacientes que estão no corredor necessitam de quarto, cama e assistência de enfermagem ideal. “Como é que o técnico de enfermagem medica todos esses pacientes, dá banho? Vivemos em operação de guerra e enfrentamos isso todos os dias”, lamenta a diretora.
Ela revela ainda que não há mais como receber nenhum paciente, pois não existem mais saídas de oxigênio, nem macas para atendimento. Ainda na manhã de ontem, havia uma lista de espera de solicitação de vagas com 30 pessoas. Para tentar solucionar o problema, a diretora entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde para que possa auxiliar na procura de leitos em outros hospitais, visando a alocar os pacientes em lugares adequados. “Nós sabemos que os leitos dos hospitais de Uberaba estão todos lotados, a demanda está maior do que a oferta”, revela.
Quando o PS registra lotação máxima, a diretora revela que outros setores do hospital já foram ocupados na tentativa de atender a todos os doentes. “Temos também um problema, não posso colocar adultos na ala pediátrica, não posso colocar pacientes recém-operados em quartos com pessoas que tenham infecção, é preciso planejamento na hora de distribuir os doentes no hospital”, explica Geiza.
A usuária Marlene Aparecida Pires estava no local, acompanhando a mãe no corredor, e cobrou providência das autoridades quanto à situação. “O atendimento aqui é ótimo, e ainda bem que temos o hospital na cidade, precisamos é de auxílio dos governantes para que a situação possa mudar. Claro que gostaria que minha mãe estivesse em um quarto, porém prefiro que ela seja atendida pelos funcionários daqui, ainda que no corredor, do que em qualquer outro hospital”, diz.
Existem hoje 287 leitos no Hospital Escola, informa a diretora do pronto-socorro, segundo ela, há uma previsão para que nos próximos seis meses esse número aumente para 334 leitos. Por enquanto, a situação do local ainda é critica e o hospital aguarda apoio do município para que o problema possa ser minimizado o mais breve possível.