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Protetora relata falta de vaga para cadela atropelada e acumula R$ 3,2 mil em despesas

SBEA diz que animal foi inserido na fila e que encaminhamentos seguem prioridade e disponibilidade do convênio

Débora Meira
Publicado em 17/09/2026 às 10:55
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Uma cadela idosa foi atropelada no início da Avenida Alexandre Barbosa, em Uberaba, no dia 31 de agosto, e permaneceu até o dia seguinte em uma calçada, dentro de uma caixa. O animal foi resgatado pela protetora independente Moábia, que o encaminhou para atendimento veterinário. Exames apontaram fratura na pelve, além de ferimentos que atualmente exigem curativos. A protetora afirma que tentou conseguir atendimento por meio da rede pública mais de uma vez, mas recebeu a informação de que não havia vaga. Questionada, a Superintendência de Bem-Estar Animal (SBEA) informou que a solicitação foi feita e que a cadela foi inserida na fila para atendimento. 

(Foto/Divulgação)

(Foto/Divulgação)

O resgate ocorreu em 1º de setembro. Segundo a protetora, a cadela foi levada ao Hospital Animais e Cia, onde passou por exames de raio-X e ultrassonografia, que identificaram a fratura na pelve. O animal permaneceu internado até 3 de setembro para controle da dor e realização dos exames. A cirurgia chegou a ser avaliada, mas não foi realizada. 

Segundo Moábia, além da fratura, a cadela passou a apresentar problemas na pele. Parte do tecido se desprendeu e precisou ser submetida a raspagem e curativo em uma clínica veterinária. “Essa pele se descolou hoje, por isso corri para a clínica para realizar curativo. Teve de fazer raspagem”, relata. 

Moábia afirma que uma avaliação com um ortopedista indicou que uma eventual cirurgia na pelve deveria ter sido realizada nos primeiros dias após o atropelamento. Com o surgimento dos ferimentos na pele, o tratamento atual está concentrado na recuperação desse quadro. 

Segundo ela, uma das possibilidades levantadas é que o problema tenha sido provocado pelo contato da pele com o asfalto no momento do atropelamento. Outra hipótese mencionada foi uma reação a medicamento intravenoso. A estimativa apresentada à protetora é de aproximadamente um mês de tratamento para a pele. 

Desde o resgate, Moábia afirma ter desembolsado R$ 3.239 com o tratamento da cadela. Os gastos incluem atendimento hospitalar, medicamentos, materiais para curativos, tapetes higiênicos, roupa cirúrgica e três procedimentos de curativo em clínica. 

Até o momento, ela conseguiu cerca de R$ 1.730 em doações e continua buscando ajuda para os próximos procedimentos. 

A cadela ainda deverá passar por um novo raio-X e, posteriormente, poderá precisar de fisioterapia. Enquanto isso, a protetora realiza os cuidados em casa e leva o animal a uma clínica quando é necessário fazer os curativos. “Estou cuidando dela em casa. Fica muito cara internação”, explica. 

A protetora Moábia atua de forma independente e afirma que atualmente cuida de seis cães em casa, além de prestar auxílio a outros animais do bairro e a uma moradora que possui dois cães doentes. Ela também relata que possui outros animais resgatados sob sua responsabilidade, mesmo quando eles já não estão sob seus cuidados diretos. 

Segundo a protetora, a cadela atropelada é mais um caso que passou a fazer parte da rotina de resgates e despesas veterinárias. 

Procurada pelo Jornal da Manhã, a Superintendência de Bem-Estar Animal (SBEA) informou que recebeu a solicitação referente à cadela e que o animal foi incluído na fila de atendimento. Segundo a Superintendência, os atendimentos realizados por meio do convênio com o Hospital Veterinário da Uniube (HVU) seguem critérios estabelecidos pela Portaria Interna nº 01/2025. 

A SBEA explicou que os encaminhamentos consideram a ordem das solicitações, a complexidade dos casos, os critérios técnicos e a disponibilidade contratual. “Dessa forma, os encaminhamentos são feitos de acordo com a prioridade de cada caso e com a capacidade disponível no convênio”, informa a Superintendência.  

A protetora criou a vaquinha “Ajude a Mel” para arrecadar recursos destinados ao tratamento da cadela. Também é possível contribuir com tapetes higiênicos ou com o pagamento de exames, mediante contato direto com a responsável. 

As doações serão utilizadas, segundo ela, para cobrir as despesas veterinárias já realizadas e os próximos cuidados, incluindo o novo exame de raio-X e o tratamento necessário para a recuperação do animal.

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