Somente o leilão do conjunto de imóveis comerciais com 2.751m², na avenida Leopoldino, poderia ser capaz de quitar a dívida trabalhista
Com a conclusão da lista final de credores, a dívida da Copervale, em que constam débitos trabalhistas, tributários, bancários, bem como com fornecedores e prestadores de serviços, apurada pela administradora judicial Elizete Beatriz Seixlack, já ultrapassa R$55 milhões. “De toda decisão judicial cabe recurso pela parte contrária, mas isso não impede que o trabalho do administrador já se inicie. Então, na próxima segunda-feira (9) o engenheiro perito nomeado pelo juiz já vai iniciar a avaliação da unidade produtiva, onde funcionava a indústria, na BR-262. É o único imóvel que falta avaliar. Na sequência, depois de arrecadar os bens, vamos designar a data para a realização do leilão. Acreditamos que seja em setembro, no mais tardar em outubro deste ano”, revela.
Segundo ela, somente o leilão do conjunto de imóveis comerciais com 2.751m², localizado na avenida Leopoldino de Oliveira, a poucos metros do Mercado Municipal, onde há um posto de gasolina e uma casa de carnes em funcionamento, e um supermercado desativado, poderia ser capaz de quitar toda a dívida trabalhista.
A administradora revela que os gestores da Copervale chegaram a descontar o INSS, ou seja, a cota parte dos trabalhadores da empresa, sem que o recurso fosse devidamente repassado à Previdência, assim como também não depositavam o FGTS, o que, segundo o juiz Stefano Raimundo, pode caracterizar apropriação indébita. Elizete Beatriz afirma que a decisão de investigação e da abertura de processo judicial a respeito destes casos e de outras denúncias ficará a cargo de determinação do magistrado com o Ministério Público de Minas Gerais.