É previsto início do atendimento noturno no Caism, na região central de Uberaba, visando desafogar o Hospital da Criança (Foto/Arquivo)
Com a situação cada vez mais assustadora de superlotação no Hospital da Criança, Prefeitura de Uberaba estrutura atendimento noturno no Centro de Atendimento Integral à Saúde da Mulher (Caism). A princípio, o início dos trabalhos seria ainda no final do mês de agosto; contudo, devido sobretudo à falta de pessoal, o atendimento deve começar apenas em outubro. Segundo informações obtidas pela coluna Falando Sério, assinada pelo jornalista Wellington Cardoso, o serviço deu um novo passo. Foram contratados quatro pediatras, após muitas tratativas. As informações foram cedidas à coluna pela própria Prefeita de Uberaba, Elisa Araújo (Solidariedade).
Ainda segundo a chefe do Executivo, é esperado que o projeto avance mais rápido. “Ninguém mais do que eu quer isso acontecendo rápido”, afirma. Os atendimentos noturnos para crianças, no Caism, é um mais resposta para desafogar o Hospital das Crianças, porém, conta com um mês de atraso.
A pauta traz uma relevância ainda maior após a possível morte de uma criança que morreu após duas paradas cardíacas, neste fim de semana. A mãe da criança relatou nas redes sociais ter procurado o Hospital da Criança durante toda a semana, mas não houve atendimento. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) acompanha o caso com coleta de informações junto aos hospitais prestadores de serviços ao SUS, nos quais a criança teria recebido atendimento. Questionada pelo Jornal da Manhã, a diretora da unidade, a médica pediatra Ana Paula Bosi, informou que a mãe da criança acompanha as investigações e teve acesso ao prontuário de atendimento da criança na unidade.
O hospital ainda é alvo de reclamações por demora no atendimento. No entanto, Ana Paula Bosi, afirma que são feitos, em média, 6 mil atendimentos por mês e que o serviço está saturado.
A reportagem entrou em contato com a SMS em busca de saber o resultado da reunião marcada para a tarde desta segunda-feira (19) com os dirigentes do Hospital da Criança. No entanto, até o momento não houve retorno.