CIDADE

Queda brusca na temperatura pode refletir no preço dos produtos hortigranjeiros

Joanna Prata
Publicado em 29/07/2021 às 20:24Atualizado em 18/12/2022 às 15:12
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Foto/Reprodução

Geada proporcionou perdas de até 80% em hortas da região e ainda há previsão de temperaturas ainda mais baixas

As condições climáticas deste inverno têm prejudicado a produção agrícola e de alimentos em Uberaba e deve refletir nos preços. As geadas proporcionaram grandes perdas em hortaliças. Entre os produtores que comercializam na Central de Abastecimento de Minas Gerais em Uberaba (Ceasa), alguns alegam que chegaram a perder 80% das hortas. Outra leguminosa que sentiu com o frio foi a abobrinha e isso impacta no preço que chega ao consumidor. A caixa, que antes era vendida por R$80,00, atualmente está valendo por volta de R$100,00. A caixa de alface vendida na pedra da Ceasa apresenta atualmente 75% de aumento no preço.

O horticultor Carlos Roberto Borges disse estar preocupado com a possibilidade de novas geadas. “A gente que tá na lavoura vê, a temperatura vai mudando e não adianta colocar o preço elevado só porque está faltando a mercadoria se a situação tá ruim pra refazer a lavoura”, disse Carlos. Conforme o horticultor, produtos como o quiabo e a abobrinha já estão em falta na Ceasa de Uberaba devido às geadas passadas e a estiagem.

Já a falta de chuva levou a perdas nas lavouras de milho. A Safrinha de milho em Uberaba teve perda média de 60% pela estiagem. O milho está em alta no mercado não só em Uberaba, mas no país todo. A saca de 60 quilos do grão, que em julho de 2020 era vendida por R$38,00, este ano está R$102,00, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Isso gera um efeito em cadeia, já que o milho é usado para ração de animais, então irá impactar nos alimentos de origem animal, como, por exemplo, o ovo, a manteiga e o leite.

E para piorar a situação dos produtores, tem ainda o preço dos insumos agrícolas, que em sua grande maioria segue a variação cambial do dólar. Os produtores de leguminosas e hortaliças estão bem apreensivos com a geada.

O secretário de Agronegócio, José Geraldo Celani, informou que está sendo feito um trabalho junto à Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) para a distribuição de sementes e insumos. Segundo o secretário, serão mais de 100 agricultores e horticultores beneficiados. Outras medidas emergenciais são estudadas para amparar o produtor nesse momento, como a possibilidade de fornecimento de maquinário para refazer canteiros sem a cobrança e até a isenção de taxa para comercialização na pedra da Ceasa.

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