Segundo o gerente regional da Emater, Gustavo Laterza, em todo município que existe escritório da Estatal é preciso ser celebrado um convênio
Escritório local da Emater demite funcionários em virtude da redução do convênio com a Prefeitura. Até o mês de maio a administração municipal repassava à Emater recursos da ordem de R$11 mil/mensais, entretanto, a partir de junho, o valor passou a ser de R$5.753,87/mês. Isso gerou impactos no escritório da empresa, que não teve de fechar as portas, mas diminuiu pela metade o número de profissionais prestando serviço ao produtor rural.
De acordo com gerente regional da Emater, Gustavo Laterza, em todo município que existe um escritório da Estatal é preciso ser celebrado um convênio de parceria com a Prefeitura, segundo a legislação. Nesse convênio, o município repassa qual seria a demanda de funcionários para atuar na extensão rural. “Se é uma equipe maior ou menor, isso vai depender do município, que assume 20% do custeio. A equipe é proporcional ao repasse”, explica o gerente.
Assim, no caso de Uberaba, o que houve foi o corte no repasse, isto é, o convênio ainda existe, mas a PMU diminuiu os recursos. “Tivemos que reduzir a equipe de funcionários da Emater local. Até o mês de maio contávamos com quatro técnicos e atualmente estamos com dois, um atuando na reforma agrária e outro, no setor agropecuário”, explica Gustavo.
Ainda segundo o gerente, no ano passado, a Emater atendeu 1.031 produtores somente no município de Uberaba. Na regional, que engloba 24 municípios, foram mais de 10 mil produtores, e, em todo Estado de Minas Gerais, a Emater atendeu cerca de 400 mil produtores.
Mas, mesmo com a redução de técnicos na Emater, a Secretaria de Agricultura garante que isso não prejudica os pequenos produtores rurais, pois a Prefeitura contratou nos últimos anos cinco engenheiros agrônomos para fazer o atendimento aos mesmos.