CIDADE

Ração contaminada pode ter sido causa da morte de cães na cidade

Para muitas pessoas, o animal de estimação é parte integrante da família. Por isso, perder um animalzinho destes pode gerar muita tristeza. Moradora do Costa Teles perdeu cinco cães

Paulo Borges
Publicado em 07/12/2012 às 15:33Atualizado em 19/12/2022 às 15:55
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Para muitas pessoas, o animal de estimação é parte integrante da família. Por isso, perder um animalzinho destes pode gerar muita tristeza. No entanto, quando se descobre que a perda se deu por causa de uma negligência, a dor e a indignação são ainda maiores. Esse é o caso de Virgínia Borges, 37 anos, residente no bairro Costa Telles I, que perdeu cinco dos nove cachorros que tem em casa em decorrência de infecções intestinais. A suspeita: ração estava contaminada.

“Isso aconteceu em setembro e outubro e eu não sabia o que fazer, pois não tinha ideia de que poderia ser a ração”, ressaltou Virgínia, dizendo ainda que nem mesmo os veterinários desconfiaram que poderia ter sido o produto o causador dos males aos cães. “Eles começavam vomitar sangue puro e, aparecendo os sintomas, morreram em menos de três dias”, disse, lamentando a perda de Benjamim, Baby, Catatau, Florzinha e Docinho, esta última, quando morreu, ainda estava amamentando.

Virgínia se demonstra ainda mais indignada quando percebe que muitas casas de ração ainda estão comercializando o produto que, segundo ela, teria provocado a morte dos seus cachorros. É a ração “Magnus Fórmula Natural”. Enquanto a Anvisa não fizer nada e não cessar a comercialização eu não vou descansar”, disse ela, que também já entrou em contato com o Ministério da Agricultura e não obteve resposta.

Na semana passada, no município de Serra (ES), uma veterinária denunciou a mesma fabricante da ração pela morte de 20 cães. O Ministério da Saúde afirmou que está investigando o caso.

Na oportunidade, a Admax Pet, empresa instalada em Uberlândia, que fabrica a ração, admitiu ter identificado, nos lotes citados, níveis acima do recomendado da substância aflatoxina, presente no milho e que pode provocar hepatite nos animais. Em Uberlândia, por exemplo, pelo menos dez casos semelhantes foram confirmados. Ainda, segundo a empresa, cerca de 80% dos produtos suspeitos foram recolhidos voluntariamente do mercado. Os lotes com suspeita de contaminação, segundo a empresa, são o 136/12A e 136/12C da ração "Magnus Fórmula Natural Pequenas Raças".

Ontem, a reportagem do JM tentou contatar novamente a empresa para esclarecer o caso e confirmar as suspeitas em Uberaba, já que a maioria da ração produzida é distribuída no Triângulo Mineiro. No entanto, até o fechamento desta edição, nenhuma resposta havia sido enviada.

Enquanto isso, Virgínia lamenta a perda dos seus “amigos”. “Estou pensando em entrar na Justiça e me ressarcir dos gastos. Mas, isso não muda a perda”, resumiu.

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