CIDADE

Realizada por servidores públicos, PMU economiza R$ 1,5 mi na obra

O secretário Roberto Indaiá lembra que caso a Prefeitura não assumisse a obra não haveria tempo hábil para a realização de licitação

Thassiana Macedo
Publicado em 29/10/2013 às 01:06Atualizado em 19/12/2022 às 10:27
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Realizada com recursos próprios, a obra do aterro custou aos cofres do município cerca de R$1 milhão. Segundo o secretário de Infraestrutura, Roberto Indaiá, e o prefeito Paulo Piau, isso representa economia superior a R$1,5 milhão se comparado ao preço da mesma obra caso fosse feita por empresa privada.

O secretário Roberto Indaiá lembra que caso a Prefeitura não assumisse a obra não haveria tempo hábil para a realização de licitação, processo com risco de embargos na Justiça, o que geralmente dura dois ou três anos. Além disso, a contratação de empresa privada poderia custar ao município mais entre dois e três milhões de reais. “Já que não dava tempo de fazer uma licitação, isso aqui foi feito com o trabalho de uma equipe de 29 funcionários públicos. E trouxe uma economia não só na construção, como posteriormente na construção da próxima célula. Como essa aqui tem capacidade para quatro anos, em 2014 já vamos projetar a célula 4 e 5. Se uma vez deu certo com custo baratinho, podemos fazer a segunda etapa. Ainda mais agora que os vereadores aprovaram a compra pelo BNDS de R$5 milhões em máquinas, vamos fazer tudo em menos tempo, porque o que usamos aqui eram máquinas sucateadas”, destaca.

O prefeito Paulo Piau ressalta que assumiu a Prefeitura com várias dívidas, entre elas a do terreno desapropriado em 1995 para a construção do aterro, que representa débito de R$24 milhões, e sem orçamento correspondente, por isso a decisão de assumir esta obra foi prática. “E acabou dando certo, porque se fôssemos fazer com a iniciativa privada, teria sido bem maior o dispêndio financeiro da Prefeitura, além de não termos esse recurso disponível nem orçamentário. Foi um esforço da própria Prefeitura através da Secretaria de Infraestrutura e dos servidores, que encararam a coisa ambiental e tecnicamente correta. Então, pelos próximos quatro anos não precisaremos nos preocupar em onde vamos jogar nossos resíduos sólidos”, completa.

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