Cai o número de atendimentos no órgão de defesa do consumidor. De acordo com relatório divulgado pelo Procon, em setembro foram feitos 802 atendimentos, contra 1.108 registrados no mês de agosto. O destaque fica para o segmento financeiro, que continua sendo o setor que mais registra reclamações no órgão, segundo o coordenador Sebastião Severino Rosa.
Apesar de ser o setor mais citado, o relatório revela que o segmento financeiro apresentou redução no número de reclamações no mês passado, quando foram registrados 350 contra 416 atendimentos de agosto. “Entendo que este é um resultado positivo e se houve essa redução, sobretudo, é por conta da liquidação antecipada do boleto, que é um direito do consumidor, mas que os fornecedores estavam negando. Quando isso acontece, o número de reclamações aumenta em todos os Procons do Estado. Com isso houve mobilização, chegando a impedir que alguns bancos fizessem novos contratos de empréstimos. De alguma forma, a atitude ajudou para que os bancos se adequassem, reduzindo então as reclamações”, explica o diretor do Procon.
Quanto aos outros setores, na área de produtos foram 122 reclamações, serviços privados 124, serviços essenciais 174 reclamações, no setor de habitação foram 15, e saúde 13. O setor de fiscalização lavrou 21 autos de infração e foram feitas 13 consultas e orientações técnicas. A equipe fez 25 vistorias em estabelecimentos, gerando relatórios. Foram realizadas duas pesquisas de preços em 64 postos de combustíveis e 34 panificadoras.
Já em relação às multas, foram aplicadas a quantia de R$ 118 mil, sendo R$ 32 mil para instituições financeiras, R$ 86 em multas de empresas em geral.
“Em setembro, em todos os setores, registramos redução, entretanto a previsão é de que nos próximos meses o balanço apresente número maior de atendimentos. Nos meses em que há datas significativas, como Natal, dia das Mães, dos Pais ou da Criança, em que as pessoas consomem mais, logo após tem uma demanda maior no Procon, no setor de produtos e serviço. Mas, ao mesmo tempo, aumenta a nossa vigilância em termo de fiscalização”, explica Sebastião.