Foto/Denúncia
Na manhã desta quarta-feira (16), a reportagem do Jornal da Manhã recebeu imagens de um descarte de livros didáticos na Escola Estadual Minas Gerais. Um caminhão foi carregado com exemplares de diversas disciplinas e chamou a atenção de uberabenses. Em resposta aos questionamentos, a direção da escola informou que os livros foram levados para a reciclagem pois não estão compatíveis com as diretrizes atuais do Ministério da Educação (MEC), depois de serem ofertados gratuitamente à comunidade escolar por um mês.
De acordo com o diretor da unidade, Fabiano Rodrigues, cerca de mil alunos estão regularmente matriculados e cada um recebe 11 livros por etapa anual de estudo. Depois de três anos, é finalizado um ciclo de uso dos materiais didáticos, e a escola disponibiliza a literatura para que a comunidade escolar leve para casa. Neste ano, foi realizada uma feira de exposição por um mês.
Com o número remanescente, a direção procura a Cooperativa dos Recolhedores Autônomos de Resíduos Sólidos e Materiais (Cooperu) e faz o descarte para reciclagem. Durante a pandemia, no entanto, não houve o encerramento do ciclo de uso, e a quantidade de livros foi acumulada.
Desta forma, após passar por apreciação de pais e responsáveis, o material sem uso é atualizado e a escola substitui pelos cadernos compatíveis com as diretrizes do MEC.
Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fnde), a cada conclusão do ciclo de atendimento, os livros didáticos passam a fazer parte do acervo da escola. Com o apoio da secretaria de educação, a escola tem a responsabilidade de decidir o destino desse material.
Pensando em sustentabilidade ambiental e social, o Fnde recomenda que sejam desenvolvidas ações de reciclagem para reaproveitamento dos livros ou descarte do material impossível de ser reutilizado.