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Rede estadual pode ter greve no mês de junho

Professores da rede estadual aprovaram, em assembleia, indicativo de greve para o mês de junho

Publicado em 06/05/2013 às 09:22Atualizado em 19/12/2022 às 13:14
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Professores da rede estadual aprovaram, em assembleia, indicativo de greve para o mês de junho. A mobilização pode acontecer por tempo indeterminado e a revolta da categoria é diante de um relacionamento áspero com o governador Antonio Anastasia, que segundo os professores, está irredutível quanto ao pagamento do Piso Nacional do Magistério.

A diretora local do Sind-UTE, Maria Helena Gabriel, revelou que o indicativo de greve da categoria surgiu a partir das manifestações realizadas nos dias 23, 24 e 25 de abril – uma ação nacional entre os professores que reivindicaram o pagamento do piso. E no último dia de mobilização, os professores do Estado decidiram pela greve a partir do dia 5 de junho. “Estamos aguardando uma negociação com o governo até esta data e, se isso não acontecer, vamos realizar a greve, que deverá ser definida após o prazo dado, quando devemos realizar uma assembleia estadual”, explicou a diretora.

Segundo a sindicalista, a manifestação realizada no mês de abril, em prol do pagamento do Piso Nacional do Magistério, foi bastante positiva. Com a ação dos professores do Estado foi aberto um canal de negociação com a Secretaria Estadual de Educação, apesar de não terem sido registrados avanços significativos. De acordo com Maria Helena, no seu encontro com a Secretária, ela não disse se o governo pretende atender à legislação e pagar o piso. “Mas sabemos que toda manifestação surte efeitos para nós e desgaste para o governo”, afirmou a sindicalista.

Situações irregulares. Enquanto isso, entre os professores da rede particular foram realizadas nos últimos dias assembleias, quando foi reafirmada a existência de grandes entraves à valorização da categoria. Segundo eles, as instituições de ensino praticam ilegalidades para não pagar o salário devido aos professores. Algumas escolas de idiomas, por exemplo, registram ilegalmente professores de línguas como instrutores, para reduzir 50% nos salários dos profissionais.

Na Educação Infantil, a categoria percebeu prática similar, em que as escolas registram ilegalmente professoras como monitoras e recreadoras. No caso da Educação à Distância, os professores estão sem receber o adicional extraclasse. Diante dessas situações, a diretoria do Sinpro definiu visitar as instituições a partir desta semana, para divulgar a Convenção Coletiva de Trabalho e cobrar alterações nos estabelecimentos de ensino que estão com procedimentos ilegais. (GS)

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