Usuários do Instituto de Hemodiálise entraram em contato com o Jornal da Manhã para reclamar da reforma realizada pelo Hospital Beneficência Portuguesa, que está incomodando as pessoas em tratamento.
Filha de paciente, que prefere não se identificar, diz que está difícil aguentar as sessões de hemodiálise com a situação em que se encontra o local. “É muita poeira. Não tem como ficar tranquilo na hora do tratamento devido à obra. Acredito que exista uma pressão para que o instituto saia dali”, ressalta a usuária.
De acordo com uma das administradoras do Instituto da Hemodiálise e Transplante Renal de Uberaba, Gerusa de Araújo Costa, as denúncias de pressão por parte da Beneficência não procedem e uma possível saída do local acontecerá por conta do crescimento da demanda de pacientes. “A relação hoje em dia é ótima e este tipo de coação aconteceu em tempos passados, quando as administrações, em ambas as partes, eram outras”, explica Gerusa.
O administrador geral da Beneficência, Lúcio Ávila, também se manifestou, explicando que o local atende não apenas à rede particular, como também a pública, e que a reforma beneficiará os dois setores. “Em primeiro lugar é o paciente, depois discutimos as entrelinhas, ou seja, todos que chegam até aqui serão atendidos”, informa o administrador.
Ávila acrescenta que cerca de 250 crianças de Uberaba e região nascem mensalmente no hospital. “A reforma aconteceu para adequar o centro cirúrgico, o serviço de esterilização e a criação de uma nova sala que atenderá esses serviços. Reformamos também a área onde ficarão instalados os consultórios”, informa Lúcio.
Daqui a 60 dias o hospital pretende publicar em seu site na internet todos os gastos com a obra, para que a população fique ciente do dinheiro investido. “A reforma foi feita com dinheiro próprio do hospital, por isso às vezes é um pouco demorado”, ressalta.
Segundo Gerusa, o Instituto está ciente dos transtornos causados pelas obras do hospital. “Tem barulho, tem poeira e estamos tentando proteger o paciente de todo esse problema, porém às vezes é inevitável e é preciso compreensão dos usuários devido à situação isolada pela qual estamos passando”, acrescenta.
Quanto à localização do Instituto de Hemodiálise, ela afirma que nada foi definido, mas conversas com o poder público e possíveis parcerias já estão acontecendo para que possam conseguir um novo espaço adequado.