Área pública era ocupada por cerca de 30 famílias que reivindicam a inclusão em programa habitacional do governo
Reintegração de posse em área localizada no Estrela da Vitória foi tranquila, mas invasores cobram apoio da Prefeitura, principalmente quanto à liberação de residências pelo “Minha Casa Minha Vida”. A ação foi realizada na manhã de quarta-feira e todas as famílias que viviam no local foram comunicadas previamente para que procurassem outro abrigo. Para evitar atritos, algumas ruas próximas à área foram interditadas e os agentes da Guarda Municipal e da Polícia Militar garantiram a segurança.
A área, que pertence ao poder público, foi invadida há um ano e durante esse tempo o número de famílias foi aumentando. Segundo levantamento feito pela Cohagra durante a desocupação, quase 30 famílias viviam no local.
Everton Antônio Rodrigues da Silva, que é ajudante de eletricista, está entre os invasores e, segundo ele, não tem onde morar, já fez inscrição na Cohagra e espera pela liberação de uma casa há muito tempo. “Estamos vivendo uma situação complicada, várias famílias estão na rua, com muitos filhos, sem teto. Não tivemos tempo nem mesmo de procurar uma casa para alugar, o prazo para sairmos foi de apenas cinco dias”, explica.
Por outro lado, o diretor social da Cohagra, José Ferreira dos Santos, acompanhou todo o processo e coletou o nome, telefone e CPF de pelo menos um membro de cada família, para que mais tarde procurem a autarquia para efetivar a inscrição em busca de uma residência. Mas ele afirma que no momento não há unidade do “Minha Casa Minha Vida” pronta para abrigar estas famílias. A previsão de entrega é somente para novembro.
O procurador-geral do município, Paulo Salge, explica que a Prefeitura, ao reivindicar a área que pertence ao poder público, está apenas cumprindo a obrigação de preservar os imóveis públicos.