
(Foto/Arquivo)
Marconi Lima
Em audiência na manhã desta quarta-feira (30), a Codau apontou o Rio Grande como principal fonte para a ampliação e melhoria do abastecimento de água em Uberaba nos próximos 30 anos. A autarquia contratou a empresa Projetae para realizar o estudo técnico do manejo fluvial na cidade e foram avaliadas duas outras alternativas: o Rio Araguari e o Aquífero Guarani. Porém, na ponta do lápis, o Rio Grande apresentou o melhor custo-benefício para manutenção e investimento.
Segundo os dados coletados pela empresa, o custo para buscar água no Rio Araguari seria em torno de R$ 460 milhões; no Rio Grande, R$ 277 milhões; e no Aquífero Guarani, R$ 241 milhões. Apesar de não ser o investimento mais barato, o Rio Grande foi escolhido porque terá ações de manutenção da captação mais baratas.
Na previsão dos próximos 30 anos, se for acrescentado o custo de obras nesse período, o projeto do Rio Grande custará cerca de R$ 400 milhões, enquanto, no Aquífero, a Codau teria que despender cerca de R$ 500 milhões e no Rio Araguari, R$ 600 milhões.
Além disso, foi avaliado que o trajeto do Rio Grande terá menos intervenções a serem realizadas (9) e menor distância para construção de adutoras (29 km). No Rio Araguari, seriam necessários 67 km de adutoras e 12 intervenções, e, apesar do Aquífero não exigir as construções, precisaria de instalações de diversos poços artesianos profundos na cidade.