Constante troca de professores tem causado danos à aprendizagem de alunos e ela seria causada por licenças médicas
Rotatividade de professores na Escola Estadual Dr. Fidélis Reis preocupa família de alunos. De acordo com informações repassadas ao Jornal da Manhã pelo tio de um aluno que preferiu manter a identidade preservada, por medo de represálias contra o sobrinho na escola, somente este ano houve a troca de professores no quinto ano por cinco vezes, em alguns casos o mestre chegou a ficar em sala de aula apenas dois dias.
“Assim que meu sobrinho nos contou que a cada dia tem uma professora, ficamos sem entender, pois no quinto ano, o último antes do ensino fundamental, ainda não existe divisão por disciplina, em que cada professor é responsável por uma. Ele nos disse que já aconteceram diversas mudanças somente neste ano, em menos de dois meses foram cinco professores. Procuramos a diretoria, que disse estar procurando solução para o problema, que também preocupa a diretora”, explica.
Segundo o tio, essa rotatividade tem de parar, isso está prejudicando o aprendizado das crianças, pois cada profissional tem um jeito diferente de ensinar, e, sendo um a cada dia, o ritmo é outro. “Optamos por essa escola pela referência que recebemos, o tiramos de uma escola particular e no ano passado percebemos a melhora, realmente é uma instituição muito boa, e agora esta situação, que espero ser resolvida”, explica.
A equipe de reportagem do JM repassou essa situação à Superintendência Regional de Ensino, que, por sua vez, procurou a direção da escola para compreender o que estava acontecendo, pois é um fato comum na rede estadual. Outras escolas enfrentam o mesmo problema. Após esse contato, se confirmou a rotatividade e a justificativa é de que a professora que foi designada para turma no início das aulas vem apresentando várias licenças médicas e fica por alguns dias afastada e retorna às atividades, e depois apresenta mais um atestado. E toda vez que a professora se afasta é preciso colocar um substituto, e trata-se de uma profissional concursada. A mudança constante também preocupa a superintendência, pois isso prejudica o desempenho da escola e do aluno. Vale ressaltar ainda que neste momento quem está dando aula aos alunos é uma substituta, portanto, pode ter novas mudanças.