CIDADE

Samu nega atendimento a criança com perna quebrada, diz doméstica

Doméstica enfrenta dificuldades para atendimento do Samu ao filho especial de apenas 12 anos. De acordo com Marcirene Helena da Silva, a manhã do último domingo foi traumática

Geórgia Santos
Publicado em 15/01/2014 às 11:27Atualizado em 17/12/2022 às 09:41
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Fernanda Borges

Doméstica Marcirene Helena da Silva mostra a radiografia da perna de seu filho, que foi fraturada acidentalmente numa simples troca de fralda

Doméstica enfrenta dificuldades para atendimento do Samu ao filho especial de apenas 12 anos. De acordo com Marcirene Helena da Silva, a manhã do último domingo foi traumática para ela e o filho, que é acamado. Sem intenções, ao trocar a fralda do menino, que tem os ossos frágeis (osteogenesis imperfecta, conhecida como doença dos ossos de vidro), ela quebrou o fêmur esquerdo dele. Preocupada em não piorar as condições do filho, ela acionou o Samu, entretanto, mesmo explicando todos os detalhes aos médicos do serviço, a ambulância não esteve no local e foi preciso pagar por um serviço particular.

Segundo Marcirene, o filho tem problemas de saúde, como a oxigenação do cérebro fraca e também traqueostomia. Tem dificuldades para se alimentar e não consegue se locomover. Segundo os médicos, todo cuidado é pouco, pois, além dos problemas de saúde que toda família já conhece, os ossos são fracos e algum movimento irregular pode gerar uma fratura. E foi o que aconteceu no fim de semana.

“Estou até com a consciência pesada por ter machucado meu filho, não queria que isso tivesse acontecido. Na hora que fui trocar a fralda, por um deslize, a osso da coxa esquerda quebrou, foi um desespero só, além das dores muito fortes, ele ficou assustado, sentindo falta de ar. No momento, fiquei mais preocupada ainda, com medo que tivesse outra convulsão e fosse necessário o oxigênio, pois várias vezes foi preciso instalar aparelhos para que ele pudesse respirar”, explica a doméstica.

Diante deste apuro, Marcirene achou melhor entrar em contato com médicos do Samu, pois mesmo com o carro na garagem ficou com medo de levá-lo a um hospital, pois poderia fraturar outra parte do corpo, e até mesmo a necessidade de oxigênio até o hospital. Entretanto, não obteve sucesso ao comunicar os médicos do Samu sobre o fato. “Ligamos diversas vezes, apenas do meu celular foram oito vezes, mas não foram até minha casa buscar meu filho. Conversei com uma médica, disse a ela o que estava acontecendo, mas parecia que não estava me ouvindo. Não posso mentir, cheguei a ser grosseira com ela, mas isso foi depois de tentar diversas vezes e não conseguir. Sou mãe e fiquei desesperada e muito culpada quando vi meu filho naquele estado. É preciso ter profissionais para nos atender bem neste momento de socorro. No final tive que pagar por uma ambulância porque não tinha coragem de levar meu filho no carro”, explica Marcirene, ressaltando que o estado de saúde do filho vem piorando e não é por isto que vai desistir de cuidar dele.

Revoltada com a situação, a doméstica procurou a polícia. Fez um boletim de ocorrência e pretende levar o caso à Justiça, pois entende que o Samu lhe negou atendimento. “Se estou tomando medidas assim, não é apenas pelo meu filho, que pode precisar do Samu novamente, mas também por toda população, que poderá ter problemas com eu tive”, afirma.

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