CIDADE

Sanatório confirma versão do Caresami quanto a abuso de interno

Segundo assistente social, o que se observa é uma manobra da família do menor para tentar justificar a retirada dele do Ceseub

Publicado em 13/11/2012 às 16:10Atualizado em 17/12/2022 às 09:12
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Direção do Sanatório Espírita de Uberaba, por meio do assistente social Reginaldo França Júnior, esclareceu, na manhã de ontem, o posicionamento da instituição em relação ao caso do menor que supostamente teria sido agredido e violentado sexualmente no interior do Centro Socioeducativo de Uberaba (Ceseub) - antigo Caresami.

De acordo com Júnior, o que se observa é uma manobra da própria família do menor para tentar justificar a retirada dele do Ceseub e a transferência para o Sanatório. “Ele ficou aqui um ano e três meses e nós colocamos ao Tribunal de Justiça que o garoto não tem perfil de paciente psiquiátrico, que necessite uma internação prolongada e por isso recebeu alta”, explicou, lembrando que, mesmo após a saída do menor, a instituição se comprometeu a medicá-lo no próprio Ceseub. Vale ressaltar que se trata de um medicamento calmante. “Como no Ceseub não conta com esse suporte, estamos levando o medicamento devidamente prescrito por um profissional e isso tem sido feito religiosamente. É lógico que se houver a necessidade concreta, não fugimos da responsabilidade e vamos atendê-lo, lógico”, reforçou.

Já a psicóloga do Sanatório, Pollyana Aveiro, explicou que em todo o tempo em que esteve internado, o adolescente sempre demonstrou lucidez e orientação. “Ele não tem nenhum tipo de transtorno ou surto psicótico. Não justifica a internação. O que o adolescente tem é um desvio de conduta, uma dificuldade de acatar normas e limites. O comportamento dele é próprio para o Ceseub”, declarou.

Já o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Uberaba, o advogado Leuces Teixeira, alega que não precisa faltar com a verdade em relação ao caso. Ele, que está auxiliando o advogado da família do menor e representando a OAB no caso, revelou o que a mãe do adolescente queria era esclarecer o que estava acontecendo com o filho, o que foi dificultado pelo Ceseub.  “Não estou com manobra. Não recebi um centavo de honorário. Queremos que o menor seja punido dentro da legalidade."

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