CIDADE

Sanatório Espírita convive com déficit de R$ 40 mil mensais

Há mais de 78 anos prestando atendimento a pacientes de Uberaba, do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, o Sanatório Espírita de Uberaba clama por socorro

Paulo Borges
Publicado em 02/08/2012 às 11:12Atualizado em 19/12/2022 às 18:11
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Nutricionista Laiene Cristine, em 1º plano, assistente social Reginaldo França e diretor administrativo, Márcio Arduini

Há mais de 78 anos prestando atendimento a pacientes de Uberaba, do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, o Sanatório Espírita de Uberaba clama por socorro à população. Por dia, a média é de 160 atendimentos, o que resulta em um déficit mensal de cerca de R$ 40 mil. Apesar dos repasses do SUS, ainda é pouco para manter a instituição, que acolhe 82 municípios e conta atualmente com um quadro de 90 funcionários.

De acordo com a nutricionista do Sanatório, Laiene Cristine, são consumidos, em média, 40 quilos de arroz, 16 de feijão, 12 de óleo e outros 30 quilos de carne por dia. Por isso, o local sempre necessita de doações de gêneros alimentícios. “Itens como café, molho de tomate, leite, farinha de trigo, fermento e hortifrutis, como ovos e verduras sempre são bastante consumidos. Ao todo, oferecemos cinco refeições diárias, com frutas, saladas e outros alimentos importantes. Então, nutricionalmente, nossos pacientes estão bem atendidos”, conta, lembrando que quem quiser doar alimentos perecíveis deve estar atento a algumas regras impostas pela Vigilância Sanitária. “Esse tipo de item só podemos receber mediante a nota fiscal que vem junto com o produto”, reforça.

Já o assistente social da instituição, Reginaldo França Júnior, revela que, reunindo os municípios da área de abrangência do Sanatório, estima-se cerca uma população de 1,8 milhão de pessoas referenciadas para internação hospitalar e psiquiátrica no local. “Há uma pactuação de serviços entre o município de origem e a cidade de Uberaba. Aqui, há o regime de internação integral, pelo qual o paciente é assistido por uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais cardiologistas, nutricionistas, farmacêuticos, enfermeiros, terapeutas, psicólogos, assistentes sociais e outras áreas. Eles prestam esse atendimento com vista a reintegração da crise que motivou a internação, para que a pessoa retorne para o serviço de ambulatório de origem, dando continuidade ao seu tratamento”, diz, observando que a quantidade de internações vem aumentado, bem como o período de permanência. A explosão do uso do crack, segundo ele, é um dos motivos. “Isso acarreta quadros de doença mental, mas ainda temos os casos clássicos que são atendidos aqui. Tudo isso reflete no déficit mensal, o qual deve ser arcado pela instituição. O valor que a Prefeitura nos repassa via SUS é equivalente ao que prestamos de serviços. No entanto, como não recebemos ajuda por parte de deputados e outros meios, isso faz com que, aos poucos, o trabalho seja inviabilizado, pois vamos ficando sufocados financeiramente. A demanda aumenta e a quantidade de recursos diminui na mesma proporção”, ressalta.

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