CIDADE

Saúde continua sem entregar insulina especial a paciente

Luís Guilherme, portador de diabetes tipo 1 grave, está há dois meses sem receber o medicamento

Thassiana Macedo
Publicado em 28/10/2013 às 13:24Atualizado em 19/12/2022 às 10:28
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Luís Guilherme Lopes Silva, jovem de 22 anos, portador de diabetes tipo 1 grave, está há dois meses sem receber da Prefeitura Municipal de Uberaba uma insulina especial que ele necessita para o controle da doença. A família entrou com ação na Justiça, há cerca de quatro anos, para conseguir essa insulina e um leite, também especial para o metabolismo lento, em função do diabetes.

De acordo com Lúcia Helena Nicoline Lopes, mãe e procuradora de Luís Guilherme, esta não é a primeira vez que isso acontece. Ele também ficou de abril a junho deste ano sem a insulina Novarapid e o leite Glucerna. Após contato da reportagem na época, a Secretaria de Saúde esclareceu que o medicamento e o leite Glucerna, bem como alguns outros nutrientes, chegariam, no máximo, até a primeira semana de julho, uma vez que a compra já teria sido feita. Informou, ainda, que o fornecedor da insulina Novorapid teria atrasado a entrega. “Lembramos que pegamos a farmácia totalmente desabastecida e, inclusive, fizemos um decreto emergencial para comprar os medicamentos de mandato judicial com mais rapidez”, informou a nota.

Além desses insumos, o paciente utiliza a insulina Lantus, fornecida pelo Estado, e nunca teve problemas para recebê-la. No entanto, a insulina Novarapid voltou a faltar. Lúcia Helena conta que, na ocasião, a Secretaria forneceu apenas o suficiente para o mês de agosto, sendo que em setembro e outubro ela precisou comprar o medicamento para que o tratamento do filho não ficasse prejudicado. Como a espera ainda não chegou ao fim, ela decidiu fazer um boletim de ocorrência.

Para aplicação do medicamento quatro vezes por dia, Luís Guilherme precisa de dois frascos da insulina Novarapid por mês, os quais têm sido comprados por R$ 79,80, por Lúcia Helena, quando ela consegue encontrar promoção em alguma farmácia da cidade. Porém, os gastos começaram a apertar no orçamento familiar e ela se vê sem condições de continuar arcando com os custos do medicamento, garantido por meio de medida judicial. “Eu não estou pedindo nada de graça, é um direito do meu filho. O secretário Fahim Sawan não está me dando nada de esmola, pois eu pago imposto”, ressalta.

Novamente, a Secretaria de Saúde afirma que houve problema no fornecimento e informa que hoje o medicamento estará disponível na Farmácia de Acolhimento.

 

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