Atraso na homologação da rescisão de contrato pela empresa Seara Alimentos causou revolta em 10 trabalhadores
Depois do atraso na homologação da rescisão de contrato pela empresa Seara Alimentos, que causou revolta em dez trabalhadores na tarde de terça-feira, 17, eles ainda aguardam o pagamento.
Érica Helena Machado, que desempenhava a função de auxiliar de produção, contou que está ansiosa com a finalização do vínculo com a contratante. “Vamos ver se desta vez vai dar tudo certo. Todos nós estamos confiantes que agora a situação terá fim”, enfatizou.
Gilberto André Teles de Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação e Afins de Uberaba, questionou o tratamento oferecido aos ex-funcionários. Segundo ele, uma empresa de porte e que gasta milhões de dólares em investimentos, patrocínios e divulgação não pode agir de forma incoerente com seus colaboradores. “Particularmente, fico indignado com o que aconteceu. A empresa tratou os ex-funcionários como crianças. É inadmissível que uma situação como esta se repita”, finalizou, referindo-se ao fato de que, além do Santos, a Seara patrocina a Seleção Brasileira de Futebol.
De acordo com o responsável pelo departamento de homologação do sindicato da categoria, Sandoval Francisco Santos, a Seara Alimentos manifestou-se através de ligação telefônica, afirmando que, às 14h30 de hoje, realizará o acerto de contas.
Sandoval explicou que já entrou em contato com os dez requerentes para comunicar o fato. De acordo com ele, a empresa tem de apresentar os documentos dos trabalhadores, além do termo de rescisão contratual, e para que o ato seja concretizado é necessária a efetivação de um depósito com o valor respectivo e apresentação de comprovante para a confirmação do recebimento.