A negativa da vacina e pequeno número de doses geraram manifestação que quase culminou na quebradeira da unidade. Polícia Militar foi chamada para lavrar boletim de ocorrência
Notícia da assinatura de um decreto emergencial pelo prefeito Paulo Piau e pelo secretário de Saúde, Fahim Sawan, para criação de um Comitê de Gerenciamento de Crise e contratação de quase 30 profissionais de saúde para reforçar o atendimento a suspeitos de H1N1 assustou os uberabenses. Nesta terça-feira (18), muitos procuraram as unidades de saúde que ainda possuíam vacinas para se proteger. No entanto, a falta de doses causou tumulto na Unidade Matricial de Saúde (UMS) Dr. Álvaro Guaritá.
Moradora do bairro Mercês, Inácia Maria da Conceição, de 70 anos e portadora de hipertensão e labirintite, procurou a unidade matricial localizada no Valim de Melo para tentar receber a imunização, mas não conseguiu. Segundo o gerente da unidade, Nilton Vargas Brasil Júnior, estava programada para esta terça a imunização de doentes crônicos do bairro. Doze profissionais de saúde, divididos em três turnos, vacinariam 200 pessoas até as 22h, mas por volta de 11h as doses já haviam acabado.
O gerente destaca que muitas pessoas procuraram o posto solicitando a vacina, mas, como não portavam a receita médica, não podiam ser vacinadas. A negativa da vacina e pequeno número de doses geraram manifestação que quase culminou na quebradeira da unidade. A Polícia Militar foi chamada para lavrar um boletim de ocorrência.